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Protegido: Visita cultural às raizes antropológicas da Galiza, feita por funcionários do Centro de Saúde de Valença
2009 Janeiro 11 · Comentários Desligados
Categorias: Social
O Natal com mais pobreza
2009 Janeiro 11 · Comentários Desligados

Chegou, de novo, o Natal
É um tempo especial que nos leva à nostalgia dos bons momentos da infância e à reflexão do presente.
Porque está apoiado no registo cristão do nascimento do Menino Jesus, os sentimentos múltiplos de Natal só deveriam ser de ternura, paz, alegria, encontro, festa de família, etc.
Mas será que a sociedade em que vivemos está organizada por homens que têm esta preocupação humana e cristã de felicidade?
Olhemos por uns instantes para o nosso país, actualmente com gestão socialista de Sócrates. Poderemos falar em paz e felicidade quando se decretou a autorização para matar in útero (aborto) e já se começa a preparar a opinião pública para aceitar com naturalidade a eutanásia?
Poderemos falar numa sociedade feliz quando se promove a destruição da família tradicional e se incentiva a homossexualidade, prevendo-se a legalização de casamentos de pessoas do mesmo sexo?
Poderemos falar numa sociedade feliz quando se despenaliza o uso de drogas, distribui-se seringas para auto injecção de heroína nas prisões e criam-se salas de chuto para que seres humanos destruam assim a sua dignidade e proliferem o seu exemplo por jovens incautos?
Poderemos falar em felicidade natalícia em Portugal quando o desemprego atinge 7,7%, de acordo com os recentes dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística?
Poderemos falar em felicidade das famílias quando só no último trimestre 87 empresas fizeram despedimentos colectivos de milhares de empregados e já se sabe que este número vai aumentar gravemente no próximo ano, tendo em vista que a actual economia hesita entra a estagnação e a recessão o que trará mais dificuldades aos empresários.
Mas não é só no emprego que vamos experimentar um Natal penosamente diferente e aungustiante, é também nas respostas dos serviços de saúde com listas de espera para doenças graves em vários anos, é também a nova rede de serviços de urgência a responder irracionalmente, com acusação ao deficiente funcionamento do INEM.
Mas é também na Educação, com a pior situação de sempre, com professores desmotivados a fazerem as maiores manifestações e greves, revoltados com as políticas que classificam de autistas de um governo que teimosamente prefere destruir o futuro de milhões de jovens estudantes do que ceder, conforme racionalmente se impõe, à razão que os docentes apresentam como equilibrado e sustentável para um ensino responsável.
Mas na justiça o cenário de desgraça repete-se com muitos cidadãos no impasse jurídico, em situação difícil, porque o sistema não responde e onde os processos se amontoam perdendo prazos e gerando desânimo e desconfiança pela seriedade do Estado.
Mas para melhor ilustrar a felicidade dos portugueses neste Natal, acaba de ser divulgado pelo Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, que 20% das famílias portuguesas estão em risco de pobreza. Ainda se conclui que o risco de pobreza afecta sobretudo franjas frágeis da sociedade, nomeadamente 25% de idosos e 21% de crianças e jovens com menos de 18 anos.
Esta é a realidade do Natal de 2008, que em nada se assemelha à propaganda faustosa do governo socialista de Sócrates, que, entretanto, vai distribuindo computadores e rendimento de inserção social para, em muitos casos, subsidiar a preguiça e premiar a incompetência.
Aos nossos assinantes, leitores, colaboradores e anunciantes, desejo um Santo e Feliz Natal.
FERNANDO MORENO
Categorias: Opinião
A avaliação cor-de-rosa dos professores
2009 Janeiro 11 · Comentários Desligados

Portugal vive na Educação, desde o início do poder socialista, particularmente neste último mandato, uma autêntica rebaldaria, onde professores e alunos, se questionam sobre a incapacidade de gestão da tutela, sobre todos aos aspectos de importância vital à paz e harmonia que o processo educativo exige.
A segurança de alunos foi a primeira preocupação com a denúncia pública de vários casos de agressão entre alunos o que segundo especialistas deixou sequelas de conduta e de sociabilidade nas crianças agredidas.
Mas é também a segurança de professores que esteve em causa com a crescente denúncia de professores que são agredidos por encarregados de educação e pelos próprios alunos. Foi recentemente mediática agressão de vários alunos à professora que confiscou, durante a aula, o telemóvel de uma aluna.
É sem dúvida a perda de autoridade do professor que proporciona a falta de respeito pela dignidade profissional de quem ensina.
Mas a culpa será dos professores que não se sabem dar ao respeito como antigamente? Não, são os regulamentos “progressistas”das escolas e acima de tudo são as políticas erradas do governo que subalterniza os professores dentro da população escolar.
A recente “guerra” que teimosamente o governo mantém com professores, tem também por objectivo desclassificar a autoridade do professor para que a escola se torne um espaço de aprendizagem pelo facilitismo, porque este é um objectivo de quem quer obstinadamente, construir um futuro de irresponsabilidade com índices de “sucesso” escolar elevados. É que para o actual governo a qualidade das políticas de educação medem-se por índices de abandono escolar e número de passagens e não pela efectiva qualidade de ensino/aprendizagem.
Mas os professores não cedem, e, recentemente juntaram-se mais de 120 mil numa manifestação em Lisboa para protestarem contra as políticas de Educação, particularmente no que diz respeito ao complexo e irracional modelo de avaliação de professores que é um emaranhado de burocracia que não avalia ninguém, antes pelo contrário, proporciona a possibilidade de jeito conveniente para que alguns possam preencher as desejadas quotas cor-de-rosa.
Mas com tanta contestação a Ministra acabou por ceder em vários pontos do modelo de avaliação o que demonstra que afinal, ao fim de mais de um ano, conclui, o governo, que os professores tinham razão- o modelo de avaliação tinha erros grosseiros. Com mais um pouco de esforço a Sr.ª Ministra poderia acabar por concluir que o seu modelo de avaliação não serve mesmo para nada, porque não avalia nem a escola nem os professores.
Os defensores da posição do governo, nesta matéria, têm tentado passar a ideia de que os professores estão mal habituados e que agora não querem ser avaliados o que é mentira! Os professores sempre foram avaliados e sempre entenderam que avaliação do desempenho é importante para melhorar a qualidade do ensino em Portugal.
Mas porque não opta o governo por um modelo de avaliação dos professores que implique um regime de autonomia e descentralização das escolas, a avaliação da própria escola, dos programas e dos manuais, que o professor construa o seu dossier de avaliação ao longo do ano e que quem avalia é o director pedagógico da escola. Em caso de discórdia o modelo de avaliação deverá ter um sistema arbitral próprio que não pode depender do ministério da educação.
A avaliação dos professores deve ter essencialmente em conta as competências dos professores para leccionar e para se relacionar com a escola bem como a capacidade para o desempenho de funções que lhe forem confiadas.
FERNANDO MORENO
Categorias: Opinião
Cavaco começou a falar claro?
2009 Janeiro 7 · Comentários Desligados

Quando nos preparávamos para ouvir na mensagem do Ano Novo do Presidente da República, mais um discurso de circunstância, morno, asséptico, cheio de truques de retórica palaciana, talvez levemente abalado com uma ligeira ferida na asa, por causa do Estatuto dos Açores, não, ouvimos um discurso destemido, por vezes mesmo violento, sem “papas na língua”de um presidente que parece que finalmente começa a ficar farto da incompetência governamental.
Cavaco fala no seu discurso 5 vezes em crise, as mesmas 5 vezes que diz que é preciso falar verdade aos portugueses. Embora com peias de diplomacia inclui de forma bem perceptível a responsabilidade do actual governo pela crise que atravessamos, e que se agrava, desmontando a cabala da influência internacional na crise interna, e mostra-se preocupado com a incapacidade de Sócrates para resolver o problema durante os próximos tempos. Por isso, diplomaticamente, pede unidade nacional e muito trabalho para se encontrar soluções. É claro que se o governo fosse competente não precisava de fazer este apelo.
Ao repetir 5 vezes a necessidade de falar verdade aos portugueses, Cavaco queria simplesmente dizer que é preciso parar com a política de mentira, chegando mesmo a dizer que “as ilusões pagam-se caras” e mostra-se incomodado com a “venda de bens e das empresas nacionais aos estrangeiros” bem como o crescimento da dívida externa.
É claro que Cavaco já sabe que na melhore das hipóteses, Sócrates tem neste momento uma maioria relativa, agravada com contestação interna liderada por Manuel Alegre.
Para muitos analistas o discurso de Cavaco vem tarde e continua a ser demasiado “delicado” para a diplomacia, mas percebe-se que a crise não é só por culpa exógena pelo que Cavaco responsabiliza o Governo, mostra que tem estado atento aos sinais dos professores, da Função Pública, da falência dos serviços públicos de saúde, justiça e segurança social, ao encerramento de empresas, ao aumento de emigração e do desemprego, etc, etc,
Para aliviar a carga a Sócrates, Cavaco diz que podemos recuar 8 anos no início da crise da economia. È curioso ver quem estava no governo há 8 anos e quem por lá tem passado, mas muito particularmente é necessário que se diga que por golpe de Estado do anterior P.R. foi deposto um governo que tentava sem o sacrifício dos portugueses contrariar a crise iniciada pelo socialista Guterres.
Cavaco falou claro na sua Mensagem de Ano Novo, mas é preciso que venha a falar ainda mais claro e sem rodeios para que a democracia funcione.
FERNANDO MORENO
Categorias: Opinião
