Fernandomoreno’s Weblog

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Protegido: Aposentação de duas amigas

2009 Março 7 · Comentários Desligados

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Categorias: Social

O congresso da grande festa!

2009 Março 7 · Comentários Desligados

 congresso-do-psps

No último fim-de-semana o país esteve atento ao congresso do partido que sustenta o governo.

Como estamos em tempo de crise nacional, cuja responsabilidade é, também, do actual governo, todos precisamos de recolher informação que nos aponte as soluções do futuro.

Sabemos que todos os índices económicos nos são desfavoráveis, numa recessão que Guterres tornou possível e Sócrates concretizou. Por isso era importante saber que soluções apresenta o PS para os próximos tempos, antes que todos fiquemos sem emprego e o país se transforme num modelo terceiro-mundista do tipo dos paraísos socialistas da África ou da América latina.

Os congressos são, para todos os partidos democratas, por excelência, um momento de clarificação de políticas que resultam de debates de ideias e uma oportunidade para refrescar opiniões e reformular projectos políticos.

Com a abertura do tal congresso socialista, por Sócrates, assistimos a um interessante momento de vitimização, apontando as armas aos directores dos jornais e dos canais de televisão, por veicularem aquilo que considerou calúnia e tentativa de assassinato político da sua imagem, com a tal “campanha negra”.

Curiosamente tínhamos uma opinião completamente contrária à do Primeiro-ministro, porque o que se tem dito é que o actual governo apenas ainda existe porque tem exercido controlo e censura sobre certa comunicação social.

Os órgãos de comunicação social que se sentiram visados pela acusação de Sócrates vieram de imediato repetir, com exibição de documentos, tudo que tinham dito anteriormente sobre o caso Freeport, não deixando qualquer dúvida nos espectadores de que não houve qualquer desvio da verdade jornalística.

Mas o discurso de abertura do congresso de Sócrates não se ficou por aqui. Passou ao auto elogio e propaganda do governo.

Portanto, nada de novo, um vazio confrangedor, disseram alguns comentadores. Nem sequer teve coragem de falar do tal projecto que faz parte da sua Moção, sobre o casamento dos homossexuais, assunto que estava agendado com tanta antecedência.

O próprio António Costa, que serviu de anunciador da tal Moção, preferiu apontar armas contra o Bloco de Esquerda, que falar das propostas “fracturantes”do socialismo revolucionário.

Mas um congressista não resistiu, e não obstante de assumir a obediência a Sócrates, lá foi à tribuna lembrar ao primeiro-ministro que “ no reino animal um cão não acasala com uma cão, um porco com um porco, e um cavalo com um cavalo, antes pelo contrário lutam pelo direito a acasalar com a fêmea”. Esta terá sido a única discórdia com Sócrates em toda a festa socialista do fim-de-semana.

Um corte de energia ao princípio da noite veio mesmo a calhar para não serem discutidas algumas moções sectoriais, porque o apagão prolongou-se pela madrugada, o que ajudou ao unanimismo.

Outra pedra no sapato era Manuel Alegre. Mas este não foi ao congresso.

Um congressista já com os seus 91 anos acabou por dizer que a melhor forma de manter o lugar político era ficar calado, porque o protesto poderia fragilizar a confiança de Sócrates…grande democracia…

António Costa “malhou” sem dó no Bloco de Esquerda que ao que se sabe está a “roubar” eleitorado ao PS. Durante os três dias não foram apresentados quaisquer soluções para a situação do país nem sequer questionado os vários membros do governo sobre questões como o encerramento de urgências e maternidades, a situação da justiça e da educação, etc.

De referir que a única Moção que foi a votos, foi a apresentada por Sócrates que teve apenas um voto contra(!).

O congresso acabou caracterizado, por todos os analistas, de vazio de ideias e apenas propagandístico.

O discurso de encerramento do congresso era esperado com alguma expectativa. Muitos canais de televisão, em directo, esperavam que Sócrates anunciasse finalmente as medidas que, além do casamento dos homossexuais, fossem úteis para ajudar Portugal, em tempo de grave crise social e económica. Mas o Primeiro-ministro apenas prometeu pequenas medidas de carácter social na educação e a obrigatoriedade do ensino pré-escolar. Medidas que aliás já estão previstas há mais de 10 anos.

Esgotou-se em nada um congresso do partido do governo do país. Um partido que se quer cada vez mais de esquerda, que inicia o seu mandato a fazer de Freitas do Amaral (ex CDS) ministro e que agora vai buscar Vital Moreira (ex PCP) para deputado europeu. Só por estes exemplos se entende o total desnorte ideológico de um partido que teria que ser ideologicamente inequívoco.

FERNANDO MORENO

 

 

Categorias: Opinião

Sócrates quer casamento dos homossexuais

2009 Março 7 · Comentários Desligados

socrates1

 

Foi sem qualquer desilusão, porque já conhecemos as opções socialistas, que ouvimos do Primeiro-ministro Sócrates dizer que vai propor a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Não nos admira que a tal esquerda que promoveu a legalização do aborto a pedido da mulher, que liberaliza o uso de drogas “leves”, que distribui seringas nas prisões para os heroinómanos, que distribui dinheiro dos nossos impostos a indivíduos jovens que não querem fazer desintoxicação alcoólica, nem estudar ou trabalhar, etc, etc, venha agora, numa “inteligente” manobra de radicalismo de esquerda, fazer mais esta proposta.

Será que é de homossexualidade que o governo se deve ocupar em tempo de crise?

Entreter a população com este assunto é demonstrar grande falta de sensibilidade pelo alastramento incontrolado da crise económica nas famílias. O desemprego e a fome são diariamente relatados pelos órgãos de comunicação social como uma consequência inevitável das políticas que correm. O governo demonstra inépcia e negligencia para resolver os problemas primários da sociedade. Sócrates como já não tem as “vacas loucas”, a “gripe aviaria”, e como o Freeport está a ir longe de mais, nada melhor que lançar a discussão sobre a destruição do conceito de família, agradando a uma franja minoritária, mas considerada poderosa da população, que são os homossexuais.

Por muito progressismo que Sócrates coloque na defesa do casamento de pessoas do mesmo sexo, nunca conseguirá mudar a ciência que não criou oportunidade de constituição de família a partir de uma relação homossexual. Sócrates com o seu esquerdismo também nunca conseguirá convencer-nos de que uma relação homossexual é igual a uma de matriz heterossexual própria de uma família normal, enquanto célula básica da sociedade.

O Primeiro-ministro deveria estar preocupado com a terrível crise, de que também é culpado, e que está a destruir a felicidade das famílias portuguesas, e deixar-se de exibicionismo de esquerdismo radical e ultrapassado pela sociedade do conhecimento e das condutas de equilíbrio social.

A Holanda, pioneira nesta legalização de casamento de homossexuais, na sequência dessa aprovação política, já discute, imagine-se a aberração, a legalização da pedofilia, havendo mesmo um partido politico que a promove, bem como o casamento polígamo, a pornografia infantil, a legalização de uso e circulação de drogas leves e pesadas, etc, etc, etc,. Ou seja tudo que é esquerdismo progressista e radical!

Os direitos dos homossexuais já estão consagrados no artigo 13º da Constituição, pelo que Portugal não é homofóbico, mas tudo tem um limite. E o limite tem que ser o respeito pelos valores que equilibram a sociedade e a deixam estável e feliz.

Sócrates afirmou que o casamento entre homossexuais é “uma bandeira que identifica o Partido Socialista e a esquerda progressista e a esquerda do povo”. É mais uma definição de esquerda que de facto não nos parece muito estranha.

A Conferência Episcopal Portuguesa refere que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma “ameaça” à sociedade portuguesa e uma vanguarda desfocada que leva para o caminho errado, antropologicamente errado. Mais à frente refere o mesmo documento da Conferencia Episcopal que o casamento de pessoas do mesmo sexo  é uma ofensa ao casamento que é de natureza própria entre um homem e uma mulher.

E agora que vão fazer os católicos que se dizem socialistas? Que vão fazer os socialistas que gostam de se escudar com a Igreja católica, acompanhando com hipocrisia as cerimónias religiosas só nos dias de festa? Eu sei que estas perguntas incomodam! Não me digam que depois da destruição do conceito de dignidade humana com a aprovação do aborto, da Lei sobre abolição de símbolos cristãos e agora o casamento de homossexuais, ainda arranjam nesse partido espaço para ser católico. Assumam o que quiserem, porque estamos num país livre, mas sejam coerentes!

FERNANDO MORENO

 

Categorias: Opinião

O tio Júlio e o primo Hugo

2009 Março 7 · Comentários Desligados

freeport 

 

 

 

 

 

Portugal esta completamente mergulhado numa crise que já não é só económica mas também social e muito particularmente politica.

Os números da recessão, segundo observadores internacionais, são muito superiores aos anunciados pelo governo, e piores que a grande maioria dos países que compõem a União Europeia.

O desemprego está em aceleração com o encerramento, por falência, de cada vez mais empresas. A situação é dramática e o governo evidencia-se pela incompetência de gerir a crise, recusando os bons exemplos dos países que na Europa ou fora dela têm conseguido controlar as circunstâncias de afectação negativa da economia local.

O exemplo mais deplorável é a não descida dos impostos, bem como a obsessão pela s obras pública megalómanas.

 Mas ainda há mais exemplos de incompetência governamental. O que se tem passado na agricultura é pelo menos do ponto de vista moral um crime. Jaime Silva, ministro da tutela  afirma “que a crise não chegou a agricultura”. Ora foi o próprio Presidente da Republica que recentemente pediu mais atenção para este sector que está a definhar por falta de apoios.

E é este mesmo ministro da agricultura que num total de 1269 milhões de euros que a Europa lhe põe à disposição para a Agricultura Portuguesa nos anos 2007 e 2008 não foi capaz de utilizar mais de 800 milhões, enquanto que os agricultores estão na penúria e dentro de uma conjuntura económica grave como a que estamos a viver.

Mas os tempos desta governação socialista estão mesmo conturbados. Não esquecemos como, ainda há pouco tempo, alguns membros do governo, apontavam pronta e ferozmente o dedo a políticos da oposição sobre quem caíam suspeitas de envolvimento em processos de corrupção. E agora? Será que José Sócrates ainda tem condições de continuar a chefiar o Governo, depois das suspeitas que lhe são diariamente levantadas sobre o caso Freeport com o envolvimento de familiares.

Se não se sabe onde foram parar os sete milhões de contos, que acreditamos que não foram para Sócrates, uma coisa já foi confirmada: O tio Júlio moveu influências para que Sócrates recebesse os requerentes de um licenciamento complicado. Se isto se passa a nível de uma autarquia, todos entendemos pela grande proximidade entre munícipes, agora com um ministro o envolvimento da família deixa sempre muitas suspeitas pelo caminho.

José Sócrates não conseguiu explicar como conseguiu o Diploma de Engenheiro, em igualdade de circunstância com os outros engenheiros do país;  mandou fechar a universidade que lhe passou a licenciatura, e assim sobre o assunto foi colocado uma pedra sepulcral.

Mas o Freeport está aí, podemos questionar a boa-fé e a ingenuidade do tio Júlio e do primo Hugo como intermediários entre os requerentes e Sócrates , podem vir o Procurador Geral da República e a RTP com grandes entrevistas à magistrada que está a investigar, e dizerem repetidamente que nada tem a ver com o Primeiro ministro, e até darem detalhes do que está em segredo de justiça,  mas o povo tem cada vez mais dúvidas…e neste regime de suspeição não se pode ser profícuo em trabalho governativo e democracia.

São muitos os comentaristas políticos que acham que José Sócrates devia sujeitar-se ao julgamento popular com eleições antecipadas e aí saber se Portugal acredita na sua boa-fé e na ingenuidade do seu tio e primo. Não é possível tomar medidas rigorosas e duras para enfrentar a actual crise enquanto recaírem suspeições tão graves, mesmo que tão desmentidas, sempre pelos mesmos, que, já antes, tinham também perdido a credibilidade pública.

Não nos podemos esquecer que a imagem e respeitabilidade de um país perante o estrangeiro também se fragilizou ao aparecer nas capas dos principais jornais internacionais  o chefe do Governo de Portugal no centro de um  “apaixonante”  enredo  que envolve, supostamente, pagamentos avultados por favores oficiais que utilizam  offshores de familiares metidos pelo meio.

Estou convencido que os portugueses que acreditaram em Sócrates poderão vir a confiar-lhe o voto mas é preciso com urgência esclarecer tudo muito bem..

Sócrates tem,  um  único caminho, demitir-se e provocar eleições antecipadas. Se ele não o fizer deverá Cavaco Silva dissolver o Parlamento e convocar eleições. Não esquecer que por muito menos Jorge Sampaio sujeitou Santana Lopes a esse julgamento popular.

FERNANDO MORENO

Categorias: Opinião

Recessão, défice, falências, desemprego…Foi isto o que nos prometeram?

2009 Março 7 · Comentários Desligados

 

 

 

 

Na semana passada o governo veio apresentar um novo Orçamento, claramente rectificativo, daquele que tinha  apresentado há dois meses e sobre o qual tinha jurado que não haveria orçamentos rectificativos até ao fim do mandato.

Este recurso de gestão significa sempre incapacidade governativa, até porque todas as razões que o governo hoje apresenta para justificar a alteração do Orçamento, tinham-lhe sido denunciadas em sede da Assembleia da República, por toda a oposição, aquando da discussão do referido documento.

Sócrates fez mal as contas ou então mentiu deliberadamente aos portugueses para  aproveitar a quadra natalícia, conforme o marketing político aconselha, com uma paz podre e com falsos resultados da sua gestão política que eram um bluff para os portugueses. E como todos já nos apercebemos, de marketing político sabe este governo.

Mas agora Sócrates não consegui fugir mais, até porque Constâncio já deixou de ser credível para os portugueses e as organizações internacionais começaram a pressionar a verdade dos números para que Portugal não viva de ilusões ruinosas.

Os números agora presentes demonstram que a governação socialista tem sido de ruína para o país com graves repercussões na qualidade de vida das famílias portuguesas e que vai ser responsável pela carestia de vida que nos próximos anos muitas cidadãos vão experimentar.

O tempo de esconder ou escamotear os números acabou, Bruxelas espera, e já o denunciou, o dobro da recessão marcada pelo governo e antecipa o défice em 4,5%, a economia nacional deve contrair 1,6% e vamos registar o maior índice de desemprego das últimas décadas.

Espanha que está entre os principais compradores de produtos nacionais vai baixar drasticamente as suas compras pelo que já se prevê que no mínimo as exportações deverão cair 2,7% este ano.

As micro, pequenas e médias empresas, que alimentam Portugal, não suportam mais a pesadíssima carga fiscal, que inclui pagamentos antecipados por conta, que mais não são que empréstimos ao Estado e que por esse motivo vão ter que fechar portas, porque não aguentam mais ser os parentes pobres do Estado no que diz respeito a benefícios. As grandes empresas, que na generalidade receberam grandes subsídios estatais, porque supostamente criariam  milhares de postos de trabalho duradouros, alguém se esqueceu que pela sua dimensão só trabalham para o mercado externo. O tal mercado que está agora também vulnerável a uma crise internacional. Pelo que faltam as encomendas e o despedimento dos trabalhadores é a única solução para o projecto empresarial falido. Afinal quem dispensou o dinheiro para subsidiar os mega projectos esqueceu-se deste pormenor: estas empresas só dependem de economias   que o Estado português não controla….e agora? Quem subsidia as famílias que ficam sem emprego?

È preciso não esquecer que o desemprego em Portugal, neste tempo de Sócrates, o tal que ia criar 150.000 empregos imediatos, está quase a chegar aos 9% de desemprego, o que é uma cifra que nos leva a um retrocesso de dezenas de anos…Será que Sócrates vai continuar a sorrir da oposição quando o alerta para estes problemas?

 A tal “tanga” em que Portugal ficou com a gestão socialista de Guterres parece que agora é mais reduzida com a gestão de Sócrates.

Estará Sampaio, que dissolveu a Assembleia da República, tranquilo com esse golpe de Estado, agora que vê que o país ficou muito pior depois da reconquista socialista do poder?

Ou será que Sampaio está contente com o “desenvolvimento” do país e se revê, entusiasticamente, nos que recebem computadores para poderem se entreter na “Net” e rendimentos de inserção social para não terem que trabalhar em empresas que um dia podem fechar as portas?….E as famílias honestas, que declaram rendimentos, que trabalham de sol a sol em mais que um emprego para fazer face às despesas do quotidiano, que pertencem a uma classe média que pagam religiosamente os seus impostos, ou, se não, ficam sem as suas casas que estão já hipotecadas à CGD?

A França, Espanha, Alemanha, EUA, etc. baixaram ou vão de imediato baixar os seus impostos para aliviar a crise pondo a economia a mexer. Os partidos da oposição portuguesa reclamam o mesmo para Portugal, mas o governo prefere asfixiar as micro, pequenas e médias empresas assim como as famílias da classe média com mais e mais impostos…Será que em ano de eleições as coisas vão melhorar?

FERNANDO MORENO

Categorias: Opinião

Cavaco começou a falar claro?

2009 Março 7 · Deixe um comentário

 

cavaco 

Quando nos preparávamos para ouvir na mensagem do Ano Novo do Presidente da República, mais um discurso de circunstância, morno, asséptico, cheio de truques de retórica palaciana, talvez levemente abalado com uma ligeira ferida na asa, por causa do Estatuto dos Açores, não, ouvimos um discurso destemido, por vezes mesmo violento, sem “papas na língua”de um presidente que parece que finalmente começa a ficar farto da incompetência governamental.

Cavaco fala no seu discurso 5 vezes em crise, as mesmas 5 vezes que diz que é preciso falar verdade aos portugueses. Embora com peias de diplomacia inclui de forma bem perceptível a responsabilidade do actual governo pela crise que atravessamos, e que se agrava, desmontando a cabala da influência internacional na crise interna, e mostra-se preocupado com a incapacidade de Sócrates para resolver o problema durante os próximos tempos. Por isso, diplomaticamente, pede unidade nacional e muito trabalho para se encontrar soluções. É claro que se o governo fosse competente não precisava de fazer este apelo.

Ao repetir 5 vezes a necessidade de falar verdade aos portugueses, Cavaco queria simplesmente dizer que é preciso parar com a política de mentira, chegando mesmo a dizer que “as ilusões pagam-se caras” e mostra-se incomodado com a “venda de bens e das empresas nacionais aos estrangeiros” bem como o crescimento da dívida externa.

É claro que Cavaco já sabe que na melhore das hipóteses, Sócrates tem neste momento uma maioria relativa, agravada com contestação interna liderada por Manuel Alegre.

Para muitos analistas o discurso de Cavaco vem tarde e continua a ser demasiado “delicado” para a diplomacia, mas percebe-se que a crise não é só por culpa exógena pelo que Cavaco responsabiliza o Governo, mostra que tem estado atento aos sinais dos professores, da Função Pública, da falência dos serviços públicos de saúde, justiça e segurança social, ao encerramento de empresas, ao aumento de emigração e do desemprego, etc, etc,

Para aliviar a carga a Sócrates, Cavaco diz que podemos recuar 8 anos no início da crise da economia. È curioso ver quem estava no governo há 8 anos e quem por lá tem passado, mas muito particularmente é necessário que se diga que por golpe de Estado do anterior P.R. foi deposto um governo que tentava sem o sacrifício dos portugueses contrariar a crise iniciada pelo socialista Guterres.

Cavaco falou claro na sua Mensagem de Ano Novo, mas é preciso que venha a falar ainda mais claro e sem rodeios para que a democracia funcione.

FERNANDO MORENO

Categorias: Opinião