
Foi sem qualquer desilusão, porque já conhecemos as opções socialistas, que ouvimos do Primeiro-ministro Sócrates dizer que vai propor a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Não nos admira que a tal esquerda que promoveu a legalização do aborto a pedido da mulher, que liberaliza o uso de drogas “leves”, que distribui seringas nas prisões para os heroinómanos, que distribui dinheiro dos nossos impostos a indivíduos jovens que não querem fazer desintoxicação alcoólica, nem estudar ou trabalhar, etc, etc, venha agora, numa “inteligente” manobra de radicalismo de esquerda, fazer mais esta proposta.
Será que é de homossexualidade que o governo se deve ocupar em tempo de crise?
Entreter a população com este assunto é demonstrar grande falta de sensibilidade pelo alastramento incontrolado da crise económica nas famílias. O desemprego e a fome são diariamente relatados pelos órgãos de comunicação social como uma consequência inevitável das políticas que correm. O governo demonstra inépcia e negligencia para resolver os problemas primários da sociedade. Sócrates como já não tem as “vacas loucas”, a “gripe aviaria”, e como o Freeport está a ir longe de mais, nada melhor que lançar a discussão sobre a destruição do conceito de família, agradando a uma franja minoritária, mas considerada poderosa da população, que são os homossexuais.
Por muito progressismo que Sócrates coloque na defesa do casamento de pessoas do mesmo sexo, nunca conseguirá mudar a ciência que não criou oportunidade de constituição de família a partir de uma relação homossexual. Sócrates com o seu esquerdismo também nunca conseguirá convencer-nos de que uma relação homossexual é igual a uma de matriz heterossexual própria de uma família normal, enquanto célula básica da sociedade.
O Primeiro-ministro deveria estar preocupado com a terrível crise, de que também é culpado, e que está a destruir a felicidade das famílias portuguesas, e deixar-se de exibicionismo de esquerdismo radical e ultrapassado pela sociedade do conhecimento e das condutas de equilíbrio social.
A Holanda, pioneira nesta legalização de casamento de homossexuais, na sequência dessa aprovação política, já discute, imagine-se a aberração, a legalização da pedofilia, havendo mesmo um partido politico que a promove, bem como o casamento polígamo, a pornografia infantil, a legalização de uso e circulação de drogas leves e pesadas, etc, etc, etc,. Ou seja tudo que é esquerdismo progressista e radical!
Os direitos dos homossexuais já estão consagrados no artigo 13º da Constituição, pelo que Portugal não é homofóbico, mas tudo tem um limite. E o limite tem que ser o respeito pelos valores que equilibram a sociedade e a deixam estável e feliz.
Sócrates afirmou que o casamento entre homossexuais é “uma bandeira que identifica o Partido Socialista e a esquerda progressista e a esquerda do povo”. É mais uma definição de esquerda que de facto não nos parece muito estranha.
A Conferência Episcopal Portuguesa refere que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma “ameaça” à sociedade portuguesa e uma vanguarda desfocada que leva para o caminho errado, antropologicamente errado. Mais à frente refere o mesmo documento da Conferencia Episcopal que o casamento de pessoas do mesmo sexo é uma ofensa ao casamento que é de natureza própria entre um homem e uma mulher.
E agora que vão fazer os católicos que se dizem socialistas? Que vão fazer os socialistas que gostam de se escudar com a Igreja católica, acompanhando com hipocrisia as cerimónias religiosas só nos dias de festa? Eu sei que estas perguntas incomodam! Não me digam que depois da destruição do conceito de dignidade humana com a aprovação do aborto, da Lei sobre abolição de símbolos cristãos e agora o casamento de homossexuais, ainda arranjam nesse partido espaço para ser católico. Assumam o que quiserem, porque estamos num país livre, mas sejam coerentes!
FERNANDO MORENO
