Já passaram 4 anos que o governo socialista de José Sócrates tomou posse, após a dissolução da Assembleia da República., pelo então presidente da República, Jorge Sampaio, igualmente socialista.
Olhando para traz e fazendo um balanço destes 4 anos, sobretudo no que diz respeito à promessa de Sócrates de desenvolvimento e melhores condições de vida para os portugueses, sobressai uma triste e insuportável conclusão que as estatísticas evidenciam e que nos demonstram que o rendimento médio de cada português está actualmente muitíssimo mais longe da média europeia, notando-se um agravamento progressivo com os anos de governação de Sócrates.
Assim, podemos dizer, que este governo fez andar o país para traz. Alguns analistas falam mesmo em oportunidades perdidas e classificam, sem papas na língua, que o governo foi “incompetente e desnorteado”.
De facto ninguém contesta que no tempo deste governo, Portugal, piorou todas as condições de vida da grande maioria dos cidadãos.
O que parece estranho é que este desaire governativo não se reflecte nas sondagens, que continuam a dar a maioria de votos ao PS nas próximas eleições legislativas.
Já várias vezes escrevemos sobre este assunto e temos claro que a táctica está em satisfazer, com pequenas coisas, algumas classes sociais. Ninguém tem dúvida que a família que recebeu gratuitamente um computador portátil do governo vai votar noutro partido que não seja o PS. Ninguém tem dúvida que aquele que não gosta de trabalhar e o Estado lhe atribui um Rendimento Social de Inserção vai votar noutro partido que não seja o PS. Estas entre muitas outras benesses que tem sido distribuídos a alguns cidadãos, são o suficiente para manter o PS no poder.
Mas para que não falte nada às campanhas eleitorais do PS durante o presente ano, e para que possa continuar com sucesso a propaganda do Magalhães, das Novas Oportunidades, dos Rendimentos Mínimos, etc, tudo a favor dos votos no partido socialista, Sócrates escolheu Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, para coordenar todos os “trabalhos” e tácticas das campanhas eleitorais. Alguém já escreveu, que vamos assistir, durante este ano, ao festival de propaganda governativa, com muitas entregas de Magalhães, de diplomas de Novas Oportunidades, contratos com empresas municipais, eventos com famílias beneficiárias de Rendimento Social de Inserção, inaugurações de anexos e dispensas em lares de terceira idade, aberturas de cantinas públicas, etc, etc. Tudo à maneira de Chavez, grande “mentor” ideológico do socialismo “moderno”.
Todo este trabalho eleitoral, que será “desgastante”, tem por objectivo esconder o total desaire de 4 anos de governação, onde a Saúde fechou serviços de maternidade e urgências bem como outros de igual importância, onde a Justiça estagnou no caos da burocracia e da incompetência estrutural, onde a Educação chegou aos piores índices de sempre na satisfação de pais, alunos e professores, onde a Função Pública foi destruída no seu conceito de competência, onde os agentes policiais passaram a ser reduzidos na sua autoridade, onde o crime violento aumentou por alívio legislativo das Leis penais, onde o aborto passou a dar à sociedade uma nova orientação sociológica de falta de respeito pela dignidade humana, onde a Educação Sexual nas escolas passou a ter uma orientação avulsa e socialista de conceito materialista da vida, etc, etc.
De facto se o balanço destes quatro anos são aquilo que a evidência demonstra com mais desemprego, com mais falências, com menos oportunidades, com mais emigração, com mais guetos urbanos, com mais violência, com mais pobreza das famílias, com a destruição económica da classe média, etc, os próximos quatro anos podem, mercê da propaganda politica do governo, ser mais do mesmo. Por isso é que a frente dos sindicatos dos professores já decidiu pedir a todos os professores e simpatizantes das causas dos professores a não votarem no Partido Socialista. Se os autarcas das localidades que ficaram ou vão ficar sem serviços de saúde fizessem o mesmo pedido; se os funcionários públicos fizessem o mesmo pedido; se os magistrados e funcionários judiciais fizessem o mesmo pedido; se os agricultores fizessem o mesmo pedido, se as famílias que entraram em pobreza fizessem o mesmo pedido, se os deficientes fizessem o mesmo pedido, se os pensionistas fizessem o mesmo pedido, se os doentes das listas de espera fizessem o mesmo pedido; se os jovens que têm que emigrar após a licenciatura fizessem o mesmo pedido, então Portugal podia mudar…
FERNANDO MORENO
