Fernandomoreno’s Weblog

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Valença a cidade: estratégia de desenvolvimento

2009 Junho 22 · Comentários Desligados

 

 valença

(Conferência proferida no Fórum “Valença Reflecte” em 19 de Junho 2009 organizado pela Associação Empresarial de Valença”)

 

 

 

 

A elevação de Valença a cidade era uma aspiração de valencianos dos vários estratos sociais com os quais tivemos a oportunidade de partilhar momentos de reflexão sobre a política municipal ao longo de muitos anos. A contestação a esta iniciativa sempre nos pareceu residual a uma ou outra pessoa que por intoxicação politica ou por falta de visão prospectiva, mais do que qualquer convicção ideológica ou social, preferiam que Valença fosse uma reserva intocável de preservação de um “modus vivendi” que já não existe e que pode amordaçar o desenvolvimento sustentável, exigível ao bem-estar das mulheres e dos homens da sociedade contemporânea que aqui habitam. Esse estado apenas serve as delícias daqueles que, residentes na cidade,  às vezes sentem prazer no privar de comodidades elevando os níveis de aventura em escassos dias de férias. Não estamos a confundir com o valor pitoresco que um ambiente preservado de província deve continuar a proporcionar a todos que aqui residem ou por cá passam. Achamos mesmo que isso pode constituir-se numa imagem de marca pela sua característica singular e indutora de bem-estar.

Valença, tem, portanto, que adoptar o paradigma do bem-estar social, proporcionando aos residentes as condições de vida que os tempos de hoje exigem e que são incompatíveis com a estagnação sócio-cultural e estrutural.

Por outro lado, ainda nos recordamos do tempo em que  Valença capitalizava na história do Vale do Minho o protagonismo do desenvolvimento desta sub-região.

Esse protagonismo, no nosso entender, subverteu-se para uma posição de obediência estranha a directórios externos, ao que se supõe, a pretexto de uma divisão equitativa do bolo financeiro dos fundos de coesão da União Europeia.

Está, portanto, justificada a necessidade de criar assimetria regional com as localidades circunvizinhas para, numa lógica de descriminação positiva, proporcionar a Valença a posição de distribuição de dinâmicas sócio-económicas e culturais que restituam a dimensão superior que a história e posição geoestratégica nos confere naturalmente com toda a propriedade.

Errado será pensar que esta tese, por nós defendida e que sustentou a iniciativa legislativa aprovada a 12 de Junho, é uma atitude de perda grosseira de solidariedade regional. É bem certo que da supressão de Valença de estruturas de apoio social, como foi recentemente a transferência para um concelho vizinho do Serviço de Urgência Básico, não colheram os valencianos qualquer acto de solidariedade dos nossos vizinhos, mas estamos conscientes que do nosso crescimento beneficiará toda a sub região em que nos encontramos inseridos.

A ascensão de Valença a cidade cria uma nova oportunidade de visibilidade para a nossa terra, estamos convencidos que isso estancará de imediato a descapitalização estrutural que estamos a assistir sem qualquer respeito pela nossa identidade e posição estratégica, por parte da Administração Central.

Não acreditamos que o governo, este ou outro qualquer, continue com as intenções de desmantelamento de estruturas em Valença, como se consta a nível do Ministério da Justiça, Finanças, Administração Interna e Saúde nos termos que todos conhecemos. Antes pelo contrário, estamos convencidos que enquanto segunda cidade do distrito, capitalizaremos com toda a legitimidade a centralidade das estruturas que estavam em perigo de serem transferidas para outras localidades a pretexto das reformas em curso. Este é um segundo aspecto que nos levou à tomada desta iniciativa e que foi bem acolhida no grupo parlamentar do CDS que a fez subir a votação da A.R.

Mas a elevação de Valença a cidade constituirá também um fenómeno estratégico na concepção e implementação de novos equipamentos de interesse municipal e, particularmente, supra municipal. Por isso entendemos que a elevação a cidade não deve ser entendida como um ponto de chegada, nem muito menos como um prémio de gestão, mas acima de tudo um ponto de partida em que a gestão autárquica terá que ser muito mais exigente nas competências de tomadas de decisão e terá que ter muito mais rigor e capacidade de liderança na discussão inter pares com os autarcas dos nossos concelhos amigos da região, bem como em sede de negociação com a Administração Central.

Nesta perspectiva é para nós, com o devido respeito democrático, completamente absurdo que a propósito desta iniciativa, hajam pessoas que disparam atoardas de contestação, alegando incapacidade da nossa terra bem como imaturidade social, histórica, estrutural e demográfica para que seja desde já cidade. Alem da falta de valor afectivo e bairrismo saudável demonstrado com essa atitude, o que nos preocupa, é um sinal de imprudência social em muitas casos marcado por clubismo partidário em que os autores preferem mal tratar a nossa terra a darem como validas as propostas que os outros fazem no sentido de a valorizar. Este aspecto merecerá, por certo, aturada reflexão nos tempos que se avizinham.

A cidade de Valença, nesta sua prerrogativa de segunda cidade do Distrito, estatuto que tem que ser defendido por todos nós que aqui residimos, ou que apenas cá nascemos, e em particular por órgãos autárquicos competentes, não pode mais fraquejar em decisões que nos retiram dinâmica estratégica e que nos remetem para as outras localidades à procura de serviços fundamentais à sustentabilidade do bem-estar da população. São, neste contexto, importantes agarrar sem mais demora projectos essenciais na área da Saúde, do Ambiente, da Segurança, do fomento empresarial, do Turismo, da Cultura e Educação, entre outros.

Na Saúde com a construção de um equipamento hospitalar de resposta a esta região e que aberto o dossier competente pode beneficiar da coesão euro comunitária destinada a equipamentos de valor transfronteiriço se esta estrutura for negociada num quadro de abrangência territorial que possa englobar necessidades do país vizinho. Aliás numa proposta em tudo idêntica aquela que do lá de lá espanhol já se tem adiantado com toda a passividade e falta de coragem e audácia da nossa região.

O Ambiente tem que ser um factor de atractividade desta cidade que tem que ter a coragem de dizer não ao crescimento desmesurado, anarca, atafulhado, e incoerente próprio das metrópoles do antigamente que hoje se vêem confrontadas com a desertificação. O verde, o perfume do vale ribeirinho e da montanha, darão o mote à construções de novos espaços verdes que têm que proliferar, tornando o valor paisagístico da nossa cidade como um factor de equilíbrio ecológico, consentâneo com a condição humana de uma vida saudável. Para muitos especialistas este é hoje um dos principais factores de fixação das pessoas às novas cidades. 

Na segurança entendemos que a vulnerabilidade da nossa condição regional tem que ser colmatada com novas estruturas que dêem aos residentes e operadores económicos um sentimento de protecção. A ascensão administrativa confere-nos agora o direito de pedirmos para a nossa cidade uma estrutura da PSP vocacionada para a prevenção e combate ao crime nas zonas urbanas.

 A vocação empresarial da nossa terra, de alguma indústria emergente, de serviços, mas particularmente na área do comércio, esse ex-líbris fundamental da nossa peculiar identidade, podem beneficiar de um novo impulso que o status de cidade imprime, por natureza da nova condição. A facilidade de técnicas de marketing promocional é, no exemplo das outras experiencias portuguesas, um factor de sucesso. Entendemos que a este nível têm que ser feitos investimentos que no nosso país e Espanha conquistem clientes que se têm perdido em favor de outras localidades.

Uma estrutura física multifuncional que possa albergar feiras, exposições, mostras, fóruns, seminários, etc, de características com interesse supra municipal, torna-se neste contexto de desenvolvimento, muito importante. 

Fazer da cidade de Valença um destino turístico e tornar Valença atractiva todo o ano, tem que ser agora um desafio levado muito a sério pelos órgãos autárquicos em conjugação de esforços com associações e entidades que visam também este sector. Valença mercê da sua nova categoria Administrativa será inscrita no mapa como a principal localidade desta sub-região, o que tornará mais fácil os esforços de promoção. Valença deve agora protagonizar, em nome de toda a sub-região da ribeira Minho a capacidade de redistribuição turística, conquistando, também aqui, novos mercados e proporcionando ao turismo níveis de satisfação que levem os operadores a preferir a nossa terra nas suas escolhas. Aumentar o tempo de permanência dos turistas em Valença apenas em um dia, corresponderia a aumentar para o dobro o turismo na nossa região. Incluir a gastronomia, o ambiente, o comércio o património construído a história secular e a hospitalidade no nosso roteiro torna-se agora uma estratégia urgente de conquistar mercados já tão disputados por outras regiões do país.

Na cultura, suporte importante de sustentabilidade, não nos podemos esquecer que não temos um cinema, um teatro, um fórum, uma galeria de arte ou outras estruturas similares cuja inexistência é incompatível com o estatuto de cidade. Não se acene com a bandeira do economicamente insustentável porque o que esta em causa é o socialmente sustentável.

 

A estes aspectos que sucintamente sublinho como essenciais à estratégia de consolidação de Valença como cidade, não podemos esquecer as aldeias que constituem também este município. A cidade de Valença para ser totalmente digna desta ascensão não pode continuar a ignorar a importância das suas lindas aldeias, onde a vida, para muitos, constitui um sacrifício diário por falta de infra estruturas próprias do século que vivemos. Só com freguesias estruturadas de forma a proporcionar qualidade de vida aos seus residentes é que entendemos a dimensão positiva de uma cidade valenciana, construída com respeito pelas pessoas que, nas suas mais diversas actividades económicas, culturais, familiares e associativas, encontram a felicidade e a alegria de viver no concelho de Valença. É com as nossas freguesias, no respeito pela sua identidade mais rural ou mais urbana, com quem a cidade tem que repartir o sucesso do seu novo dinamismo proporcionando melhores níveis de confiança. A falta de investimento estrutural das aldeias tem marcado dolorosamente muitos lugares deste município. A manter-se esta falta de investimento público estaremos a conduzir para a sua guetização ou desertificação. No caso contrário as freguesias poderão tornar-se em excelentes áreas de residência preferencial e novo folgo do sector primário, gerando com isso dinâmicas sociais das quais todos beneficiarão.

Antes de terminar não podemos deixar de referir como estratégia fundamental de desenvolvimento da nova cidade de Valença, no nosso conceito humanista, a solidariedade socialmente responsável por aqueles que connosco habitam neste espaço e a quem o infortúnio lhes bateu à porta. As redes de solidariedade institucional têm que se assumir com respeito pela dignidade humana dentro do paradigma que preconizamos que: uma sociedade só é saudável se todos os seus membros tiverem saúde social. A habitação, as ajudas técnicas ou pecuniárias tem que merecer uma atenção constante dos agentes da Administração de forma a concretizarem-se níveis justos de apoio, expurgando o oportunismo que a nova situação de desenvolvimento pode gerar.

 

Para terminar permitam-nos que sublinhemos que a elevação de Valença a cidade, em consequência daquilo que somos e pretendemos ser, cuja proposta do CDS mereceu o respeito unânime da Assembleia da República, é, acima de tudo, um novo desafio apoiado numa esclarecida nova oportunidade. Tenhamos, agora, capacidade instalada a nível  da gestão municipal para agarrar com audácia este novo posicionamento administrativo que tem inclusivamente a possibilidade de novos meios do Quadro de Referência Estratégico Nacional. E aqui temos mesmo a ousadia de referir que dentro de um orçamento municipal responsável deverão baixar todos os impostos de interferência autárquica por forma a juntar à mais valia da ascensão a cidade, outras prerrogativas que estimularão nas pessoas níveis de satisfação geradores de atractividade e de melhores capacidades de fixação de cidadãos e entidades motivadoras de riqueza económico social.

Tenhamos a coragem de mudar conceitos laxativos e amorfos que a nada nos conduzem, bem como o lamento permanente e desconfiado sobre a mudança. Participemos todos com entusiasmo nos novos desafios e Valença será a terra que todos gostaríamos de ter.

Fernando Moreno

Categorias: Opinião

Reflectir sobre segurança em Valença

2009 Junho 22 · Comentários Desligados

 

policia( Conferência proferida no Forum “Valença Reflecte”, em 13 de Maio de 2009, promovida pela  ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE VALENÇA)

 

 Como questão prévia torna-se incontornável que nesta reflexão façamos um referência, e igual protesto sobre as medidas que têm tornado a criminalidade mais fluente no país e em particular no nosso concelho.

É do conhecimento público, pelos relatórios que tivemos a sorte de ver, que a criminalidade aumentou em 2008 em 10,8%, e que Valença contribui para este número. O juiz conselheiro Marques Vidal considerou que o aumento da criminalidade em 2008 se deveu sobretudo à revisão do Código de Processo Penal, que colocou “nas ruas uma série de prisioneiros que estavam condenados por crimes violentos” , como assaltos a bancos, residências e na rua com armas de fogo e brancas. Adiantou também o mesmo conselheiro que o novo Código de Processo Penal veio “dificultar a acção dos polícias” e dos tribunais. O mesmo sentido de gravidade sobre o novo código vem sendo defendido por Maria José Morgado, Pinto Monteiro, Maria João Taborda entre outros. Os juízes dizem através das suas associações corporativas que a imediata alteração do código de processo penal é essencial para combater os preocupantes sinais de insegurança e aumento da criminalidade. É preciso sublinhar, ainda como observação prévia a esta reflexão que:

 - Não temos uma política sem complexos para restabelecer um ambiente de segurança e combater a delinquência. – As penas não são cumpridas na sua totalidade; Certos crimes não podem ter liberdade condicional é o caso dos crimes dolosos com pena superior a 15 anos;

 - A reincidência tem de ser um valor efectivo e agravado em crimes graves e violentos; -A aplicação de prisão preventiva a crimes com pena superior a três anos;

-A saída precária dos estabelecimentos prisionais só deveria acontecer com pulseira electrónica.

 -Cessação do “Rendimento Mínimo” em caso de condenação de crimes como roubo ou trafico de droga.

- Debater uma eventual redução da idade de imputabilidade penal como já o fizeram outros países europeus.

Portanto estamos perante um legislação que é permissiva, pouco repressiva, muito burocrata e ineficiente para a repressão do crime. Isto torna-nos a todos muito mais vulneráveis à possibilidade de sermos vitima a qualquer momento de um acto delinquente. Acresce que Valença, pela sua localização fronteiriça e privilegiada de acessibilidades, bem como de um forte componente de negócios, o criminoso vê com apetite a possibilidade de ataque aos bens alheios. Não devemos esquecer que o delinquente está apenas a escassos 5 minutos desde o centro mais dinâmico da nossa urbe comercial até a um pais diferente. Estamos portanto duplamente vulneráveis relativamente a outras localidades. E isso tem sido evidente com o aumento crescente da criminalidade no nosso concelho, onde a única força de segurança instalada é da responsabilidades da GNR.

Está para já sedeado no nosso concelho o Destacamento Territorial da GNR que comanda vários postos Territoriais do Vale do Minho incluindo, como é natural o posto de Valença. Ao que conseguimos saber sob o Comando do Destacamento existem as seguintes valências – Equipa de Investigação Criminal – Equipa de protecção da Natureza e Ambiente – Equipa Cinotecnica – Equipa Escola Segura – Força de Intervenção rápida – EPF (antigos guardas fiscais) – Equipa Fiscal Está ainda sob o Comando do Destacamento a CCPA (antigo Posto Misto Fronteiriço).

 Se a organização nos parece musculada e com planeamento estratégico suficiente para o concelho, o que verificamos In Locu é que os meios são perigosamente insuficientes – veja-se a ausência de agentes nas ruas, e a total incapacidade de controlar o tráfego rodoviário nos dias de feriado em Espanha, dias em que os arrumadores de carros proliferam no nosso concelho e já não sei se até substituem a acção da GNR no regulamento de estacionamentos em diversas zonas.

Mas há quem considere que os meios da GNR local são suficientes para a nossa dimensão. Então, temos infelizmente de concluir que quem está no terreno não consegue ler determinados sinais e pior ainda não os consegue interpretar. Quantas vezes ouvimos dizer que está claro que determinados movimentos em determinada zona são altamente suspeitos? Quantas vezes ouvimos dizer que determinada zona passou a ser visitada por indivíduos com sinais próprios de criminalidade? Quantas pessoas não dizem hoje que os assaltos dos últimos dias só podem ser praticados por indivíduos já sobejamente referenciados? Não nos podemos esquecer que o perfil psicológico do criminoso em zonas como a nossa é observador e experimenta em primeiro lugar a capacidade de reacção do plano de intervenção policial e do entrosamento da Força Policial com a comunidade. Verificando que não há capacidade reactiva eficiente nem dialogo entre as forças policiais e os cidadãos a criminalidade dispara, apesar do numero de efectivos policiais ser, até, considerado suficiente.

É portanto, no nosso entender, fundamental que a GNR “trabalhe” muito bem as informações úteis e no que toca a Valença é de primordial a troca de informações entre forças policiais aqui instaladas e as do outro lado da fronteira. Um crime em TUI afecta ou pode afectar Valença e vice-versa. Portanto insistimos que deverá ser incentivado a proximidade do cidadão e as forças de segurança o que pode ser uma chave de sucesso para o combate à criminalidade, atendendo que as forças policiais não têm uma varinha de condão para adivinhar. A informação tem que vir sempre de algum lado e os Conselhos municipais de segurança têm-se revelado pouco produtivos na sua missão de cooperação com as forças policiais. Aqui abrimos uma crítica à posição tantas vezes de patente e autoridade que certos agentes policiais exibem afastando a possibilidade de diálogo com os cidadãos. A vaidade da farda é um absurdo na sociedade actual porque ela representa única e simplesmente uma responsabilidade social. Sabemos que autoridade não se ganha com exibicionismos ou exercícios de antipatia social. Os comandantes e agentes policiais só têm que exigir o cumprimento da Lei num desempenho de comportamento íntegro da missão que lhes foi confiada e para isso não estão obrigados a cultivar o afastamento dos cidadãos sendo que com essa atitude estarão a beneficiar o crime. Além de sublinharmos como fundamental a proximidade das Forças Policiais ao cidadão também queremos insistir na necessidade de rentabilização dos meios humanos e materiais. Isto é se estão judiciosamente colocados no terreno. Isso implica, além do que já foi dito, presença de quem comanda, acompanhamento e instrução. Não há dúvida que a presença de Guardas ou polícias nas ruas particularmente nos períodos nocturnos, transmite segurança e cria confiança, mas é necessário que estas instituições tenham também um bom trabalho dos elementos que à civil recolhem, tratam, estudam e interpretam a informação recolhida. Sabemos que cada comandante pode solicitar reforço policial para pontualmente combater determinado tipo de ilícito, mas para que isso se justifique é necessário um bom serviço de informação, que no nosso entender em Valença não tem funcionado de forma eficaz. As cidades e as áreas de movimentação de grandes populações como Valença têm Esquadras de Polícia que estão mais vocacionados para a intervenção em zonas urbanas. Por isso entendemos que deverá ser considerado como uma boa solução para a segurança da nossa zona urbana uma esquadra da PSP libertando a GNR para a extensa zona rural, mais a área de fronteira. Entendemos também que o disparar da criminalidade em Valença começa a exigir novos meios de controlo e vigilância. Por isso achamos que nas zonas mais vulneráveis as populações, nomeadamente comerciantes e outros agentes económicos e residentes, deveriam ser referendadas no sentido de saber se aceitam a instalação de vidiovigilancia dessas áreas.

Em conclusão diremos que Valença é um concelho também muito atractivo para o crime, particularmente na zona urbana e comercial. A GNR tem que fazer um esforço de aproximação ao cidadão de forma a recolher e tratar informação. A instalação de uma Esquadra da PSP pode ser uma boa solução para policiamento permanente da zona urbana e potencialização do trabalho da GNR nas zonas rurais e fronteira. A vídeo vigilância das zonas de mais densidade de negócio pode ser uma boa ajuda na prevenção e detecção do crime desde que a população o aceite. Deverão ainda ser criados programas sociais municipais para zonas problemáticas e a sua implementação deverá visar: O aumento da empregabilidade dos jovens; A redução do abandono escolar; A redução dos indicadores de toxicodependência; Desincentivar o excesso de dependência do Rendimento Social de Inserção.

Fernando Moreno

Categorias: Opinião

A Páscoa mais difícil. Fome em Portugal

2009 Maio 28 · Comentários Desligados

fome

Eu sei que é um assunto recorrente falar de fome em Portugal. Sempre houveram franjas sociais constituídas por famílias que por motivos étnicos, iliteracia, alcoolismo e outras toxicodependências, estiveram sujeitas a dificuldades económicas que provocam nas suas famílias incapacidades geradoras de fome e desnutrição.

Este grupo de cidadãos vinha diminuindo com o evoluir dos tempos, muito particularmente com as medidas políticas de apoio social aos mais carenciados. Mas o que hoje assistimos é que a fome e a desnutrição se alastra também à classe média.

Recordo aquela professora do ensino secundário que colocou nos classificados de um jornal diário, um anuncio, a oferecer-se para trabalhar de “mulher-a-dias” em limpezas em casas particulares. Indaguei o assunto e a história é paradigmática da sociedade emergente a que as políticas actuais estão a conduzir o país.

A Sr.ª Professora não aguentou a pressão que a actual Ministra da Educação exerce sobre os professores e começou a ter problemas de ordem psiquiátrica que a impediram de exercer a actividade de docente.

Assim, o ordenado ficou reduzido, e como uma desgraça nunca vem só, o marido foi despedido da empresa onde trabalhava há 25 anos. E como “em casa que não há pão todos ralham e ninguém tem razão”o divórcio está em curso.

O ex marido vive da caridade de familiares, a professora que ficou com seus três filhos vai agora fazer limpezas para poder alimentar a família.

Um centro de Saúde de Vila Nova de Gaia fez, recentemente, um levantamento sobre o estado nutricional de alunos do primeiro ciclo e conclui que o índice de jovens a passar fome por falta de rendimentos dos pais está a aumentar assustadoramente.

Este é o retrato do país que temos!!!

Mas então o governo não está preocupado com a Educação e até anda a distribuir computadores aos alunos e meios tecnológicos de ponta para às escolas?

Poder-se-á falar de fome num país em que o governo quer levar por diante projectos de superior encargo financeiro, muito para além das nossas possibilidades, como marcas do regime para a prosperidade?

Na semana pascal passaram pelos vários canais de televisão películas cinematográficas representando a tirania do poder Romano sobre os povos. Eram governos faustosos que humilhavam e exploravam populações pobres, enquanto mandavam construir obras megalómanas, marcos de regime, e se divertiam com o sofrimento do povo.

Eu sei que é meu exagero fazer analogia, mas vejo alguma similitude com a professora que trabalha a dias para dar de comer aos seus filhos e o sorriso sarcástico dos políticos; ao ver crianças a passar fome e o governo a pensar em TGV,s e mega aeroportos.

Como pode o Sr. Primeiro Ministro vangloriar-se por entre festejos eleitoralistas com inaugurações de escolas quando os pais dos alunos estão sem dinheiro para lhes dar de comer?

Como pode o Sr. Primeiro Ministro auto elogiar-se das suas iniciativas estruturais se a realidade do povo português é de desespero por falta de emprego, por falta de saúde, por falta de justiça, por falta de segurança e quando a Economia nacional contrai-se 3,5% este ano. Valor que representa  a pior situação desde que há democracia, diz Banco de Portugal.

Como pode o Sr. Primeiro Ministro apresentar-se na Assembleia da Republica tão sorridente quando deve explicações ao país sobre uma realidade inesperada de falta de transparência nos processos judicias com implicações políticas como o caso Freeport.

Será que o Primeiro Ministro e restante governo já repararam que esta foi a Páscoa mais infeliz de milhares de famílias portuguesas, muito particularmente do norte do país onde o governo encontra a sua principal base de apoio eleitoral?

FERNANDO MORENO

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Que vai fazer Cavaco às pressões dos magistrados?

2009 Maio 28 · Comentários Desligados

pressoes dos magistrados 

Os dias passam e o país fica cada vez mais confuso com o futuro que nos espera.

A crise, a falência, a fome, o desemprego, que mais nos irá acontecer, enquanto alguns alegremente se esquivam à responsabilidade da situação?

O caso Freeport toma proporções de escândalo nacional, com suspeitas ao mais alto nível, numa rede que parece difícil de deslindar.

Alberto João Jardim chega mesmo a afirmar que em qualquer país democrata o principal visado, Sócrates, já se deveria ter demitido até que tudo fosse esclarecido.

A adensar o referido processo, que já tem barbas, vem agora o novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Dr. João Palma, dizer que vai pedir uma audiência de urgência ao presidente da Republica, Cavaco Silva.

Ora, João Palma tem vindo a denunciar pressões sobre os magistrados, alegadamente relacionados com o caso Freeport e que visam, segundo a comunicação social, levar ao arquivamento imediato do processo.

Perante esta denúncia dos magistrados, o caso Freeport agrava-se. É necessário saber quem têm sido os autores das “pressões”. O país precisa de ser esclarecido urgentemente sobre este assunto que, a confirmar-se, trata-se de uma ingerência inadmissível na investigação criminal. Ou seja, estamos perante a perda de uma das principais garantias do funcionamento democrático das instituições judiciais.

Que fará Cavaco na posse de tão grave denúncia?

Aliás não entendemos porque é que Sócrates, sendo o principal visado no caso, ainda não foi, na sua defesa, constituído arguido e Charles Smith e Manuel Pedro foram.

Não entendemos também porque é que no Ministério de Sócrates (M. Ambiente) à altura dos factos ninguém foi constituído arguido e nem sequer é objecto de investigação.

São vários os analistas que perguntam mesmo com que fundamento é que o Procurador –Geral da República tem saído na defesa pública da inocência do Primeiro Ministro. Como pergunta Mário Crespo, “como pode o Sr. Procurador passar atestados de inocência de uma pessoa que nem sequer está a ser investigado?”.

A recente revelação de uma gravação comprometedora em DVD, parece criar novas e inequívocas pistas de investigação: porque é que, mesmo depois da sua divulgação pela TVI a Procuradoria Geral da Republica faz de conta que o DVD não existe?

Se os protagonistas fossem outros como seria encaminhado este processo?

Por que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social admoestou a Informação da TVI que está a fazer uma investigação jornalística profunda sobre o assunto de forma reconhecidamente sustentada?

Foi comunicado que o Sr. Primeiro Ministro vai agir judicialmente contra a alegada difamação do seu bom nome, talvez nesse processo venhamos a saber quem na Inglaterra, não gosta de Sócrates e entregou o tal DVD à TVI, e que motivos o levam a ter em Inglaterra os mesmos ódios que, muitos cidadãos em Portugal, conforme ficou demonstrado na semana passada com a monumental vaia quando o P.M. entrou no Centro Cultural de Belém.

Ninguém quer condenar em praça pública o Sr. Primeiro Ministro, mas deverá ser ele o primeiro a exigir que em Portugal a política não tenha peias e pugnar por um Estado de Direito com total independência entre os poderes políticos e judicias. E…Quem não deve não teme, diz o povo.

FERNANDO MORENO

Categorias: Opinião

Depois de 4 anos de governo socialista

2009 Maio 28 · Comentários Desligados

4 anos de governo socialista 

Já passaram 4 anos que o governo socialista de José Sócrates tomou posse, após a dissolução da Assembleia da República., pelo então presidente da República, Jorge Sampaio, igualmente socialista.

Olhando para traz e fazendo um balanço destes 4 anos, sobretudo no que diz respeito à promessa de Sócrates de desenvolvimento e melhores condições de vida para os portugueses, sobressai uma triste e insuportável conclusão que as estatísticas evidenciam e que nos demonstram que o rendimento médio de cada português está actualmente muitíssimo mais longe da média europeia, notando-se um agravamento progressivo com os anos de governação de Sócrates.

Assim, podemos dizer, que este governo fez andar o país para traz. Alguns analistas falam mesmo em oportunidades perdidas e classificam, sem papas na língua, que o governo foi “incompetente e desnorteado”.

De facto ninguém contesta que no tempo deste governo, Portugal, piorou todas as condições de vida da grande maioria dos cidadãos.

O que parece estranho é que este desaire governativo não se reflecte nas sondagens, que continuam a dar a maioria de votos ao PS nas próximas eleições legislativas.

Já várias vezes escrevemos sobre este assunto e temos claro que a táctica está em satisfazer, com pequenas coisas, algumas classes sociais. Ninguém tem dúvida que a família que recebeu gratuitamente um computador portátil do governo vai votar noutro partido que não seja o PS. Ninguém tem dúvida que aquele que não gosta de trabalhar e o Estado lhe atribui um Rendimento Social de Inserção vai votar noutro partido que não seja o PS. Estas entre muitas outras benesses que tem sido distribuídos a alguns cidadãos, são o suficiente para manter o PS no poder.

Mas para que não falte nada às campanhas eleitorais do PS durante o presente ano, e para que possa continuar com sucesso a propaganda do Magalhães, das Novas Oportunidades, dos Rendimentos Mínimos, etc, tudo a favor dos votos no partido socialista, Sócrates escolheu Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, para coordenar todos os “trabalhos” e tácticas das campanhas eleitorais. Alguém já escreveu, que vamos assistir, durante este ano, ao festival de propaganda governativa, com muitas entregas de Magalhães, de diplomas de Novas Oportunidades, contratos com empresas municipais, eventos com famílias beneficiárias de Rendimento Social de Inserção, inaugurações de anexos e dispensas em lares de terceira idade, aberturas de cantinas públicas, etc, etc. Tudo à maneira de Chavez, grande “mentor” ideológico do socialismo “moderno”.

Todo este trabalho eleitoral, que será “desgastante”, tem por objectivo esconder o total desaire de 4 anos de governação, onde a Saúde fechou serviços de maternidade e urgências bem como outros de igual importância, onde a Justiça estagnou no caos da burocracia e da incompetência estrutural, onde a Educação chegou aos piores índices de sempre na satisfação de pais, alunos e professores, onde a Função Pública foi destruída no seu conceito de competência, onde os agentes policiais passaram a ser reduzidos na sua autoridade, onde o crime violento aumentou por alívio legislativo das Leis penais, onde o aborto passou a dar à sociedade uma nova orientação sociológica de falta de respeito pela dignidade humana, onde a Educação Sexual nas escolas passou a ter uma orientação avulsa e socialista de conceito materialista da vida, etc, etc.

De facto se o balanço destes quatro anos são aquilo que a evidência demonstra com mais desemprego, com mais falências, com menos oportunidades, com mais emigração, com mais guetos urbanos, com mais violência, com mais pobreza das famílias, com a destruição económica da classe média, etc, os próximos quatro anos podem, mercê da propaganda politica do governo, ser mais do mesmo. Por isso é que a frente dos sindicatos dos professores já decidiu pedir a todos os professores e simpatizantes das causas dos professores a não votarem no Partido Socialista. Se os autarcas das localidades que ficaram ou vão ficar sem serviços de saúde fizessem o mesmo pedido; se os funcionários públicos fizessem o mesmo pedido; se os magistrados e funcionários judiciais fizessem o mesmo pedido; se os agricultores fizessem o mesmo pedido, se as famílias que entraram em pobreza fizessem o mesmo pedido, se os deficientes fizessem o mesmo pedido, se os pensionistas fizessem o mesmo pedido, se os doentes das listas de espera fizessem o mesmo pedido; se os jovens que têm que emigrar após a licenciatura fizessem o mesmo pedido, então Portugal podia mudar…

FERNANDO MORENO

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O congresso da grande festa!

2009 Março 7 · Comentários Desligados

 congresso-do-psps

No último fim-de-semana o país esteve atento ao congresso do partido que sustenta o governo.

Como estamos em tempo de crise nacional, cuja responsabilidade é, também, do actual governo, todos precisamos de recolher informação que nos aponte as soluções do futuro.

Sabemos que todos os índices económicos nos são desfavoráveis, numa recessão que Guterres tornou possível e Sócrates concretizou. Por isso era importante saber que soluções apresenta o PS para os próximos tempos, antes que todos fiquemos sem emprego e o país se transforme num modelo terceiro-mundista do tipo dos paraísos socialistas da África ou da América latina.

Os congressos são, para todos os partidos democratas, por excelência, um momento de clarificação de políticas que resultam de debates de ideias e uma oportunidade para refrescar opiniões e reformular projectos políticos.

Com a abertura do tal congresso socialista, por Sócrates, assistimos a um interessante momento de vitimização, apontando as armas aos directores dos jornais e dos canais de televisão, por veicularem aquilo que considerou calúnia e tentativa de assassinato político da sua imagem, com a tal “campanha negra”.

Curiosamente tínhamos uma opinião completamente contrária à do Primeiro-ministro, porque o que se tem dito é que o actual governo apenas ainda existe porque tem exercido controlo e censura sobre certa comunicação social.

Os órgãos de comunicação social que se sentiram visados pela acusação de Sócrates vieram de imediato repetir, com exibição de documentos, tudo que tinham dito anteriormente sobre o caso Freeport, não deixando qualquer dúvida nos espectadores de que não houve qualquer desvio da verdade jornalística.

Mas o discurso de abertura do congresso de Sócrates não se ficou por aqui. Passou ao auto elogio e propaganda do governo.

Portanto, nada de novo, um vazio confrangedor, disseram alguns comentadores. Nem sequer teve coragem de falar do tal projecto que faz parte da sua Moção, sobre o casamento dos homossexuais, assunto que estava agendado com tanta antecedência.

O próprio António Costa, que serviu de anunciador da tal Moção, preferiu apontar armas contra o Bloco de Esquerda, que falar das propostas “fracturantes”do socialismo revolucionário.

Mas um congressista não resistiu, e não obstante de assumir a obediência a Sócrates, lá foi à tribuna lembrar ao primeiro-ministro que “ no reino animal um cão não acasala com uma cão, um porco com um porco, e um cavalo com um cavalo, antes pelo contrário lutam pelo direito a acasalar com a fêmea”. Esta terá sido a única discórdia com Sócrates em toda a festa socialista do fim-de-semana.

Um corte de energia ao princípio da noite veio mesmo a calhar para não serem discutidas algumas moções sectoriais, porque o apagão prolongou-se pela madrugada, o que ajudou ao unanimismo.

Outra pedra no sapato era Manuel Alegre. Mas este não foi ao congresso.

Um congressista já com os seus 91 anos acabou por dizer que a melhor forma de manter o lugar político era ficar calado, porque o protesto poderia fragilizar a confiança de Sócrates…grande democracia…

António Costa “malhou” sem dó no Bloco de Esquerda que ao que se sabe está a “roubar” eleitorado ao PS. Durante os três dias não foram apresentados quaisquer soluções para a situação do país nem sequer questionado os vários membros do governo sobre questões como o encerramento de urgências e maternidades, a situação da justiça e da educação, etc.

De referir que a única Moção que foi a votos, foi a apresentada por Sócrates que teve apenas um voto contra(!).

O congresso acabou caracterizado, por todos os analistas, de vazio de ideias e apenas propagandístico.

O discurso de encerramento do congresso era esperado com alguma expectativa. Muitos canais de televisão, em directo, esperavam que Sócrates anunciasse finalmente as medidas que, além do casamento dos homossexuais, fossem úteis para ajudar Portugal, em tempo de grave crise social e económica. Mas o Primeiro-ministro apenas prometeu pequenas medidas de carácter social na educação e a obrigatoriedade do ensino pré-escolar. Medidas que aliás já estão previstas há mais de 10 anos.

Esgotou-se em nada um congresso do partido do governo do país. Um partido que se quer cada vez mais de esquerda, que inicia o seu mandato a fazer de Freitas do Amaral (ex CDS) ministro e que agora vai buscar Vital Moreira (ex PCP) para deputado europeu. Só por estes exemplos se entende o total desnorte ideológico de um partido que teria que ser ideologicamente inequívoco.

FERNANDO MORENO

 

 

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Sócrates quer casamento dos homossexuais

2009 Março 7 · Comentários Desligados

socrates1

 

Foi sem qualquer desilusão, porque já conhecemos as opções socialistas, que ouvimos do Primeiro-ministro Sócrates dizer que vai propor a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Não nos admira que a tal esquerda que promoveu a legalização do aborto a pedido da mulher, que liberaliza o uso de drogas “leves”, que distribui seringas nas prisões para os heroinómanos, que distribui dinheiro dos nossos impostos a indivíduos jovens que não querem fazer desintoxicação alcoólica, nem estudar ou trabalhar, etc, etc, venha agora, numa “inteligente” manobra de radicalismo de esquerda, fazer mais esta proposta.

Será que é de homossexualidade que o governo se deve ocupar em tempo de crise?

Entreter a população com este assunto é demonstrar grande falta de sensibilidade pelo alastramento incontrolado da crise económica nas famílias. O desemprego e a fome são diariamente relatados pelos órgãos de comunicação social como uma consequência inevitável das políticas que correm. O governo demonstra inépcia e negligencia para resolver os problemas primários da sociedade. Sócrates como já não tem as “vacas loucas”, a “gripe aviaria”, e como o Freeport está a ir longe de mais, nada melhor que lançar a discussão sobre a destruição do conceito de família, agradando a uma franja minoritária, mas considerada poderosa da população, que são os homossexuais.

Por muito progressismo que Sócrates coloque na defesa do casamento de pessoas do mesmo sexo, nunca conseguirá mudar a ciência que não criou oportunidade de constituição de família a partir de uma relação homossexual. Sócrates com o seu esquerdismo também nunca conseguirá convencer-nos de que uma relação homossexual é igual a uma de matriz heterossexual própria de uma família normal, enquanto célula básica da sociedade.

O Primeiro-ministro deveria estar preocupado com a terrível crise, de que também é culpado, e que está a destruir a felicidade das famílias portuguesas, e deixar-se de exibicionismo de esquerdismo radical e ultrapassado pela sociedade do conhecimento e das condutas de equilíbrio social.

A Holanda, pioneira nesta legalização de casamento de homossexuais, na sequência dessa aprovação política, já discute, imagine-se a aberração, a legalização da pedofilia, havendo mesmo um partido politico que a promove, bem como o casamento polígamo, a pornografia infantil, a legalização de uso e circulação de drogas leves e pesadas, etc, etc, etc,. Ou seja tudo que é esquerdismo progressista e radical!

Os direitos dos homossexuais já estão consagrados no artigo 13º da Constituição, pelo que Portugal não é homofóbico, mas tudo tem um limite. E o limite tem que ser o respeito pelos valores que equilibram a sociedade e a deixam estável e feliz.

Sócrates afirmou que o casamento entre homossexuais é “uma bandeira que identifica o Partido Socialista e a esquerda progressista e a esquerda do povo”. É mais uma definição de esquerda que de facto não nos parece muito estranha.

A Conferência Episcopal Portuguesa refere que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma “ameaça” à sociedade portuguesa e uma vanguarda desfocada que leva para o caminho errado, antropologicamente errado. Mais à frente refere o mesmo documento da Conferencia Episcopal que o casamento de pessoas do mesmo sexo  é uma ofensa ao casamento que é de natureza própria entre um homem e uma mulher.

E agora que vão fazer os católicos que se dizem socialistas? Que vão fazer os socialistas que gostam de se escudar com a Igreja católica, acompanhando com hipocrisia as cerimónias religiosas só nos dias de festa? Eu sei que estas perguntas incomodam! Não me digam que depois da destruição do conceito de dignidade humana com a aprovação do aborto, da Lei sobre abolição de símbolos cristãos e agora o casamento de homossexuais, ainda arranjam nesse partido espaço para ser católico. Assumam o que quiserem, porque estamos num país livre, mas sejam coerentes!

FERNANDO MORENO

 

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O tio Júlio e o primo Hugo

2009 Março 7 · Comentários Desligados

freeport 

 

 

 

 

 

Portugal esta completamente mergulhado numa crise que já não é só económica mas também social e muito particularmente politica.

Os números da recessão, segundo observadores internacionais, são muito superiores aos anunciados pelo governo, e piores que a grande maioria dos países que compõem a União Europeia.

O desemprego está em aceleração com o encerramento, por falência, de cada vez mais empresas. A situação é dramática e o governo evidencia-se pela incompetência de gerir a crise, recusando os bons exemplos dos países que na Europa ou fora dela têm conseguido controlar as circunstâncias de afectação negativa da economia local.

O exemplo mais deplorável é a não descida dos impostos, bem como a obsessão pela s obras pública megalómanas.

 Mas ainda há mais exemplos de incompetência governamental. O que se tem passado na agricultura é pelo menos do ponto de vista moral um crime. Jaime Silva, ministro da tutela  afirma “que a crise não chegou a agricultura”. Ora foi o próprio Presidente da Republica que recentemente pediu mais atenção para este sector que está a definhar por falta de apoios.

E é este mesmo ministro da agricultura que num total de 1269 milhões de euros que a Europa lhe põe à disposição para a Agricultura Portuguesa nos anos 2007 e 2008 não foi capaz de utilizar mais de 800 milhões, enquanto que os agricultores estão na penúria e dentro de uma conjuntura económica grave como a que estamos a viver.

Mas os tempos desta governação socialista estão mesmo conturbados. Não esquecemos como, ainda há pouco tempo, alguns membros do governo, apontavam pronta e ferozmente o dedo a políticos da oposição sobre quem caíam suspeitas de envolvimento em processos de corrupção. E agora? Será que José Sócrates ainda tem condições de continuar a chefiar o Governo, depois das suspeitas que lhe são diariamente levantadas sobre o caso Freeport com o envolvimento de familiares.

Se não se sabe onde foram parar os sete milhões de contos, que acreditamos que não foram para Sócrates, uma coisa já foi confirmada: O tio Júlio moveu influências para que Sócrates recebesse os requerentes de um licenciamento complicado. Se isto se passa a nível de uma autarquia, todos entendemos pela grande proximidade entre munícipes, agora com um ministro o envolvimento da família deixa sempre muitas suspeitas pelo caminho.

José Sócrates não conseguiu explicar como conseguiu o Diploma de Engenheiro, em igualdade de circunstância com os outros engenheiros do país;  mandou fechar a universidade que lhe passou a licenciatura, e assim sobre o assunto foi colocado uma pedra sepulcral.

Mas o Freeport está aí, podemos questionar a boa-fé e a ingenuidade do tio Júlio e do primo Hugo como intermediários entre os requerentes e Sócrates , podem vir o Procurador Geral da República e a RTP com grandes entrevistas à magistrada que está a investigar, e dizerem repetidamente que nada tem a ver com o Primeiro ministro, e até darem detalhes do que está em segredo de justiça,  mas o povo tem cada vez mais dúvidas…e neste regime de suspeição não se pode ser profícuo em trabalho governativo e democracia.

São muitos os comentaristas políticos que acham que José Sócrates devia sujeitar-se ao julgamento popular com eleições antecipadas e aí saber se Portugal acredita na sua boa-fé e na ingenuidade do seu tio e primo. Não é possível tomar medidas rigorosas e duras para enfrentar a actual crise enquanto recaírem suspeições tão graves, mesmo que tão desmentidas, sempre pelos mesmos, que, já antes, tinham também perdido a credibilidade pública.

Não nos podemos esquecer que a imagem e respeitabilidade de um país perante o estrangeiro também se fragilizou ao aparecer nas capas dos principais jornais internacionais  o chefe do Governo de Portugal no centro de um  “apaixonante”  enredo  que envolve, supostamente, pagamentos avultados por favores oficiais que utilizam  offshores de familiares metidos pelo meio.

Estou convencido que os portugueses que acreditaram em Sócrates poderão vir a confiar-lhe o voto mas é preciso com urgência esclarecer tudo muito bem..

Sócrates tem,  um  único caminho, demitir-se e provocar eleições antecipadas. Se ele não o fizer deverá Cavaco Silva dissolver o Parlamento e convocar eleições. Não esquecer que por muito menos Jorge Sampaio sujeitou Santana Lopes a esse julgamento popular.

FERNANDO MORENO

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Recessão, défice, falências, desemprego…Foi isto o que nos prometeram?

2009 Março 7 · Comentários Desligados

 

 

 

 

Na semana passada o governo veio apresentar um novo Orçamento, claramente rectificativo, daquele que tinha  apresentado há dois meses e sobre o qual tinha jurado que não haveria orçamentos rectificativos até ao fim do mandato.

Este recurso de gestão significa sempre incapacidade governativa, até porque todas as razões que o governo hoje apresenta para justificar a alteração do Orçamento, tinham-lhe sido denunciadas em sede da Assembleia da República, por toda a oposição, aquando da discussão do referido documento.

Sócrates fez mal as contas ou então mentiu deliberadamente aos portugueses para  aproveitar a quadra natalícia, conforme o marketing político aconselha, com uma paz podre e com falsos resultados da sua gestão política que eram um bluff para os portugueses. E como todos já nos apercebemos, de marketing político sabe este governo.

Mas agora Sócrates não consegui fugir mais, até porque Constâncio já deixou de ser credível para os portugueses e as organizações internacionais começaram a pressionar a verdade dos números para que Portugal não viva de ilusões ruinosas.

Os números agora presentes demonstram que a governação socialista tem sido de ruína para o país com graves repercussões na qualidade de vida das famílias portuguesas e que vai ser responsável pela carestia de vida que nos próximos anos muitas cidadãos vão experimentar.

O tempo de esconder ou escamotear os números acabou, Bruxelas espera, e já o denunciou, o dobro da recessão marcada pelo governo e antecipa o défice em 4,5%, a economia nacional deve contrair 1,6% e vamos registar o maior índice de desemprego das últimas décadas.

Espanha que está entre os principais compradores de produtos nacionais vai baixar drasticamente as suas compras pelo que já se prevê que no mínimo as exportações deverão cair 2,7% este ano.

As micro, pequenas e médias empresas, que alimentam Portugal, não suportam mais a pesadíssima carga fiscal, que inclui pagamentos antecipados por conta, que mais não são que empréstimos ao Estado e que por esse motivo vão ter que fechar portas, porque não aguentam mais ser os parentes pobres do Estado no que diz respeito a benefícios. As grandes empresas, que na generalidade receberam grandes subsídios estatais, porque supostamente criariam  milhares de postos de trabalho duradouros, alguém se esqueceu que pela sua dimensão só trabalham para o mercado externo. O tal mercado que está agora também vulnerável a uma crise internacional. Pelo que faltam as encomendas e o despedimento dos trabalhadores é a única solução para o projecto empresarial falido. Afinal quem dispensou o dinheiro para subsidiar os mega projectos esqueceu-se deste pormenor: estas empresas só dependem de economias   que o Estado português não controla….e agora? Quem subsidia as famílias que ficam sem emprego?

È preciso não esquecer que o desemprego em Portugal, neste tempo de Sócrates, o tal que ia criar 150.000 empregos imediatos, está quase a chegar aos 9% de desemprego, o que é uma cifra que nos leva a um retrocesso de dezenas de anos…Será que Sócrates vai continuar a sorrir da oposição quando o alerta para estes problemas?

 A tal “tanga” em que Portugal ficou com a gestão socialista de Guterres parece que agora é mais reduzida com a gestão de Sócrates.

Estará Sampaio, que dissolveu a Assembleia da República, tranquilo com esse golpe de Estado, agora que vê que o país ficou muito pior depois da reconquista socialista do poder?

Ou será que Sampaio está contente com o “desenvolvimento” do país e se revê, entusiasticamente, nos que recebem computadores para poderem se entreter na “Net” e rendimentos de inserção social para não terem que trabalhar em empresas que um dia podem fechar as portas?….E as famílias honestas, que declaram rendimentos, que trabalham de sol a sol em mais que um emprego para fazer face às despesas do quotidiano, que pertencem a uma classe média que pagam religiosamente os seus impostos, ou, se não, ficam sem as suas casas que estão já hipotecadas à CGD?

A França, Espanha, Alemanha, EUA, etc. baixaram ou vão de imediato baixar os seus impostos para aliviar a crise pondo a economia a mexer. Os partidos da oposição portuguesa reclamam o mesmo para Portugal, mas o governo prefere asfixiar as micro, pequenas e médias empresas assim como as famílias da classe média com mais e mais impostos…Será que em ano de eleições as coisas vão melhorar?

FERNANDO MORENO

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Cavaco começou a falar claro?

2009 Março 7 · Deixe um comentário

 

cavaco 

Quando nos preparávamos para ouvir na mensagem do Ano Novo do Presidente da República, mais um discurso de circunstância, morno, asséptico, cheio de truques de retórica palaciana, talvez levemente abalado com uma ligeira ferida na asa, por causa do Estatuto dos Açores, não, ouvimos um discurso destemido, por vezes mesmo violento, sem “papas na língua”de um presidente que parece que finalmente começa a ficar farto da incompetência governamental.

Cavaco fala no seu discurso 5 vezes em crise, as mesmas 5 vezes que diz que é preciso falar verdade aos portugueses. Embora com peias de diplomacia inclui de forma bem perceptível a responsabilidade do actual governo pela crise que atravessamos, e que se agrava, desmontando a cabala da influência internacional na crise interna, e mostra-se preocupado com a incapacidade de Sócrates para resolver o problema durante os próximos tempos. Por isso, diplomaticamente, pede unidade nacional e muito trabalho para se encontrar soluções. É claro que se o governo fosse competente não precisava de fazer este apelo.

Ao repetir 5 vezes a necessidade de falar verdade aos portugueses, Cavaco queria simplesmente dizer que é preciso parar com a política de mentira, chegando mesmo a dizer que “as ilusões pagam-se caras” e mostra-se incomodado com a “venda de bens e das empresas nacionais aos estrangeiros” bem como o crescimento da dívida externa.

É claro que Cavaco já sabe que na melhore das hipóteses, Sócrates tem neste momento uma maioria relativa, agravada com contestação interna liderada por Manuel Alegre.

Para muitos analistas o discurso de Cavaco vem tarde e continua a ser demasiado “delicado” para a diplomacia, mas percebe-se que a crise não é só por culpa exógena pelo que Cavaco responsabiliza o Governo, mostra que tem estado atento aos sinais dos professores, da Função Pública, da falência dos serviços públicos de saúde, justiça e segurança social, ao encerramento de empresas, ao aumento de emigração e do desemprego, etc, etc,

Para aliviar a carga a Sócrates, Cavaco diz que podemos recuar 8 anos no início da crise da economia. È curioso ver quem estava no governo há 8 anos e quem por lá tem passado, mas muito particularmente é necessário que se diga que por golpe de Estado do anterior P.R. foi deposto um governo que tentava sem o sacrifício dos portugueses contrariar a crise iniciada pelo socialista Guterres.

Cavaco falou claro na sua Mensagem de Ano Novo, mas é preciso que venha a falar ainda mais claro e sem rodeios para que a democracia funcione.

FERNANDO MORENO

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