Na semana passada o governo veio apresentar um novo Orçamento, claramente rectificativo, daquele que tinha apresentado há dois meses e sobre o qual tinha jurado que não haveria orçamentos rectificativos até ao fim do mandato.
Este recurso de gestão significa sempre incapacidade governativa, até porque todas as razões que o governo hoje apresenta para justificar a alteração do Orçamento, tinham-lhe sido denunciadas em sede da Assembleia da República, por toda a oposição, aquando da discussão do referido documento.
Sócrates fez mal as contas ou então mentiu deliberadamente aos portugueses para aproveitar a quadra natalícia, conforme o marketing político aconselha, com uma paz podre e com falsos resultados da sua gestão política que eram um bluff para os portugueses. E como todos já nos apercebemos, de marketing político sabe este governo.
Mas agora Sócrates não consegui fugir mais, até porque Constâncio já deixou de ser credível para os portugueses e as organizações internacionais começaram a pressionar a verdade dos números para que Portugal não viva de ilusões ruinosas.
Os números agora presentes demonstram que a governação socialista tem sido de ruína para o país com graves repercussões na qualidade de vida das famílias portuguesas e que vai ser responsável pela carestia de vida que nos próximos anos muitas cidadãos vão experimentar.
O tempo de esconder ou escamotear os números acabou, Bruxelas espera, e já o denunciou, o dobro da recessão marcada pelo governo e antecipa o défice em 4,5%, a economia nacional deve contrair 1,6% e vamos registar o maior índice de desemprego das últimas décadas.
Espanha que está entre os principais compradores de produtos nacionais vai baixar drasticamente as suas compras pelo que já se prevê que no mínimo as exportações deverão cair 2,7% este ano.
As micro, pequenas e médias empresas, que alimentam Portugal, não suportam mais a pesadíssima carga fiscal, que inclui pagamentos antecipados por conta, que mais não são que empréstimos ao Estado e que por esse motivo vão ter que fechar portas, porque não aguentam mais ser os parentes pobres do Estado no que diz respeito a benefícios. As grandes empresas, que na generalidade receberam grandes subsídios estatais, porque supostamente criariam milhares de postos de trabalho duradouros, alguém se esqueceu que pela sua dimensão só trabalham para o mercado externo. O tal mercado que está agora também vulnerável a uma crise internacional. Pelo que faltam as encomendas e o despedimento dos trabalhadores é a única solução para o projecto empresarial falido. Afinal quem dispensou o dinheiro para subsidiar os mega projectos esqueceu-se deste pormenor: estas empresas só dependem de economias que o Estado português não controla….e agora? Quem subsidia as famílias que ficam sem emprego?
È preciso não esquecer que o desemprego em Portugal, neste tempo de Sócrates, o tal que ia criar 150.000 empregos imediatos, está quase a chegar aos 9% de desemprego, o que é uma cifra que nos leva a um retrocesso de dezenas de anos…Será que Sócrates vai continuar a sorrir da oposição quando o alerta para estes problemas?
A tal “tanga” em que Portugal ficou com a gestão socialista de Guterres parece que agora é mais reduzida com a gestão de Sócrates.
Estará Sampaio, que dissolveu a Assembleia da República, tranquilo com esse golpe de Estado, agora que vê que o país ficou muito pior depois da reconquista socialista do poder?
Ou será que Sampaio está contente com o “desenvolvimento” do país e se revê, entusiasticamente, nos que recebem computadores para poderem se entreter na “Net” e rendimentos de inserção social para não terem que trabalhar em empresas que um dia podem fechar as portas?….E as famílias honestas, que declaram rendimentos, que trabalham de sol a sol em mais que um emprego para fazer face às despesas do quotidiano, que pertencem a uma classe média que pagam religiosamente os seus impostos, ou, se não, ficam sem as suas casas que estão já hipotecadas à CGD?
A França, Espanha, Alemanha, EUA, etc. baixaram ou vão de imediato baixar os seus impostos para aliviar a crise pondo a economia a mexer. Os partidos da oposição portuguesa reclamam o mesmo para Portugal, mas o governo prefere asfixiar as micro, pequenas e médias empresas assim como as famílias da classe média com mais e mais impostos…Será que em ano de eleições as coisas vão melhorar?
FERNANDO MORENO






