Fernandomoreno’s Weblog

Recessão, défice, falências, desemprego…Foi isto o que nos prometeram?

2009 Março 7 · Comentários Desligados

 

 

 

 

Na semana passada o governo veio apresentar um novo Orçamento, claramente rectificativo, daquele que tinha  apresentado há dois meses e sobre o qual tinha jurado que não haveria orçamentos rectificativos até ao fim do mandato.

Este recurso de gestão significa sempre incapacidade governativa, até porque todas as razões que o governo hoje apresenta para justificar a alteração do Orçamento, tinham-lhe sido denunciadas em sede da Assembleia da República, por toda a oposição, aquando da discussão do referido documento.

Sócrates fez mal as contas ou então mentiu deliberadamente aos portugueses para  aproveitar a quadra natalícia, conforme o marketing político aconselha, com uma paz podre e com falsos resultados da sua gestão política que eram um bluff para os portugueses. E como todos já nos apercebemos, de marketing político sabe este governo.

Mas agora Sócrates não consegui fugir mais, até porque Constâncio já deixou de ser credível para os portugueses e as organizações internacionais começaram a pressionar a verdade dos números para que Portugal não viva de ilusões ruinosas.

Os números agora presentes demonstram que a governação socialista tem sido de ruína para o país com graves repercussões na qualidade de vida das famílias portuguesas e que vai ser responsável pela carestia de vida que nos próximos anos muitas cidadãos vão experimentar.

O tempo de esconder ou escamotear os números acabou, Bruxelas espera, e já o denunciou, o dobro da recessão marcada pelo governo e antecipa o défice em 4,5%, a economia nacional deve contrair 1,6% e vamos registar o maior índice de desemprego das últimas décadas.

Espanha que está entre os principais compradores de produtos nacionais vai baixar drasticamente as suas compras pelo que já se prevê que no mínimo as exportações deverão cair 2,7% este ano.

As micro, pequenas e médias empresas, que alimentam Portugal, não suportam mais a pesadíssima carga fiscal, que inclui pagamentos antecipados por conta, que mais não são que empréstimos ao Estado e que por esse motivo vão ter que fechar portas, porque não aguentam mais ser os parentes pobres do Estado no que diz respeito a benefícios. As grandes empresas, que na generalidade receberam grandes subsídios estatais, porque supostamente criariam  milhares de postos de trabalho duradouros, alguém se esqueceu que pela sua dimensão só trabalham para o mercado externo. O tal mercado que está agora também vulnerável a uma crise internacional. Pelo que faltam as encomendas e o despedimento dos trabalhadores é a única solução para o projecto empresarial falido. Afinal quem dispensou o dinheiro para subsidiar os mega projectos esqueceu-se deste pormenor: estas empresas só dependem de economias   que o Estado português não controla….e agora? Quem subsidia as famílias que ficam sem emprego?

È preciso não esquecer que o desemprego em Portugal, neste tempo de Sócrates, o tal que ia criar 150.000 empregos imediatos, está quase a chegar aos 9% de desemprego, o que é uma cifra que nos leva a um retrocesso de dezenas de anos…Será que Sócrates vai continuar a sorrir da oposição quando o alerta para estes problemas?

 A tal “tanga” em que Portugal ficou com a gestão socialista de Guterres parece que agora é mais reduzida com a gestão de Sócrates.

Estará Sampaio, que dissolveu a Assembleia da República, tranquilo com esse golpe de Estado, agora que vê que o país ficou muito pior depois da reconquista socialista do poder?

Ou será que Sampaio está contente com o “desenvolvimento” do país e se revê, entusiasticamente, nos que recebem computadores para poderem se entreter na “Net” e rendimentos de inserção social para não terem que trabalhar em empresas que um dia podem fechar as portas?….E as famílias honestas, que declaram rendimentos, que trabalham de sol a sol em mais que um emprego para fazer face às despesas do quotidiano, que pertencem a uma classe média que pagam religiosamente os seus impostos, ou, se não, ficam sem as suas casas que estão já hipotecadas à CGD?

A França, Espanha, Alemanha, EUA, etc. baixaram ou vão de imediato baixar os seus impostos para aliviar a crise pondo a economia a mexer. Os partidos da oposição portuguesa reclamam o mesmo para Portugal, mas o governo prefere asfixiar as micro, pequenas e médias empresas assim como as famílias da classe média com mais e mais impostos…Será que em ano de eleições as coisas vão melhorar?

FERNANDO MORENO

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Cavaco começou a falar claro?

2009 Março 7 · Deixe um comentário

 

cavaco 

Quando nos preparávamos para ouvir na mensagem do Ano Novo do Presidente da República, mais um discurso de circunstância, morno, asséptico, cheio de truques de retórica palaciana, talvez levemente abalado com uma ligeira ferida na asa, por causa do Estatuto dos Açores, não, ouvimos um discurso destemido, por vezes mesmo violento, sem “papas na língua”de um presidente que parece que finalmente começa a ficar farto da incompetência governamental.

Cavaco fala no seu discurso 5 vezes em crise, as mesmas 5 vezes que diz que é preciso falar verdade aos portugueses. Embora com peias de diplomacia inclui de forma bem perceptível a responsabilidade do actual governo pela crise que atravessamos, e que se agrava, desmontando a cabala da influência internacional na crise interna, e mostra-se preocupado com a incapacidade de Sócrates para resolver o problema durante os próximos tempos. Por isso, diplomaticamente, pede unidade nacional e muito trabalho para se encontrar soluções. É claro que se o governo fosse competente não precisava de fazer este apelo.

Ao repetir 5 vezes a necessidade de falar verdade aos portugueses, Cavaco queria simplesmente dizer que é preciso parar com a política de mentira, chegando mesmo a dizer que “as ilusões pagam-se caras” e mostra-se incomodado com a “venda de bens e das empresas nacionais aos estrangeiros” bem como o crescimento da dívida externa.

É claro que Cavaco já sabe que na melhore das hipóteses, Sócrates tem neste momento uma maioria relativa, agravada com contestação interna liderada por Manuel Alegre.

Para muitos analistas o discurso de Cavaco vem tarde e continua a ser demasiado “delicado” para a diplomacia, mas percebe-se que a crise não é só por culpa exógena pelo que Cavaco responsabiliza o Governo, mostra que tem estado atento aos sinais dos professores, da Função Pública, da falência dos serviços públicos de saúde, justiça e segurança social, ao encerramento de empresas, ao aumento de emigração e do desemprego, etc, etc,

Para aliviar a carga a Sócrates, Cavaco diz que podemos recuar 8 anos no início da crise da economia. È curioso ver quem estava no governo há 8 anos e quem por lá tem passado, mas muito particularmente é necessário que se diga que por golpe de Estado do anterior P.R. foi deposto um governo que tentava sem o sacrifício dos portugueses contrariar a crise iniciada pelo socialista Guterres.

Cavaco falou claro na sua Mensagem de Ano Novo, mas é preciso que venha a falar ainda mais claro e sem rodeios para que a democracia funcione.

FERNANDO MORENO

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Protegido: Visita cultural às raizes antropológicas da Galiza, feita por funcionários do Centro de Saúde de Valença

2009 Janeiro 11 · Comentários Desligados

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O Natal com mais pobreza

2009 Janeiro 11 · Comentários Desligados

natal3800

 

Chegou, de novo, o Natal

É um tempo especial que nos leva à nostalgia dos bons momentos da infância e à reflexão do presente.

Porque está apoiado no registo cristão do nascimento do Menino Jesus, os sentimentos múltiplos de Natal só deveriam ser de ternura, paz, alegria, encontro, festa de família, etc.

Mas será que a sociedade em que vivemos está organizada por homens que têm esta preocupação humana e cristã de felicidade?

Olhemos por uns instantes para o nosso país, actualmente com gestão socialista de Sócrates. Poderemos falar em paz e felicidade quando se decretou a autorização para matar in útero (aborto) e já se começa a preparar a opinião pública para aceitar com naturalidade a eutanásia?

Poderemos falar numa sociedade feliz quando se promove a destruição da família tradicional e se incentiva a homossexualidade, prevendo-se a legalização de casamentos de pessoas do mesmo sexo?

Poderemos falar numa sociedade feliz quando se despenaliza o uso de drogas, distribui-se seringas para auto injecção de heroína nas prisões e criam-se salas de chuto para que seres humanos destruam assim a sua dignidade e proliferem o seu exemplo por jovens incautos?

Poderemos falar em felicidade natalícia em Portugal quando o desemprego atinge 7,7%, de acordo com os recentes dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística?

Poderemos falar em felicidade das famílias quando só no último trimestre 87 empresas fizeram despedimentos colectivos de milhares de empregados e já se sabe que este número vai aumentar gravemente no próximo ano, tendo em vista que a actual economia hesita entra a estagnação e a recessão o que trará mais dificuldades aos empresários.

Mas não é só no emprego que vamos experimentar um Natal penosamente diferente e aungustiante, é também nas respostas dos serviços de saúde com listas de espera para doenças graves em vários anos, é também a nova rede de serviços de urgência a responder irracionalmente, com acusação ao deficiente funcionamento do INEM.

Mas é também na Educação, com a pior situação de sempre, com professores desmotivados a fazerem as maiores manifestações e greves, revoltados com as políticas que classificam de autistas de um governo que teimosamente prefere destruir o futuro de milhões de jovens estudantes do que ceder, conforme racionalmente se impõe, à razão que os docentes apresentam como equilibrado e sustentável para um ensino responsável.

Mas na justiça o cenário de desgraça repete-se com muitos cidadãos no impasse jurídico, em situação difícil, porque o sistema não responde e onde os processos se amontoam perdendo prazos e gerando desânimo e desconfiança pela seriedade do Estado.

Mas para melhor ilustrar a felicidade dos portugueses neste Natal, acaba de ser divulgado pelo Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, que 20% das famílias portuguesas estão em risco de pobreza. Ainda se conclui que o risco de pobreza afecta sobretudo franjas frágeis da sociedade, nomeadamente 25% de idosos e 21% de crianças e jovens com menos de 18 anos.

Esta é a realidade do Natal de 2008, que em nada se assemelha à propaganda faustosa do governo socialista de Sócrates, que, entretanto, vai distribuindo computadores e rendimento de inserção social para, em muitos casos, subsidiar a preguiça e premiar a incompetência.  

Aos nossos assinantes, leitores, colaboradores e anunciantes, desejo um Santo e Feliz Natal.

FERNANDO MORENO

 

 

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A avaliação cor-de-rosa dos professores

2009 Janeiro 11 · Comentários Desligados

manif-prof

 

Portugal vive na Educação, desde o início do poder socialista, particularmente neste último mandato, uma autêntica rebaldaria, onde professores e alunos, se questionam sobre a incapacidade de gestão da tutela, sobre todos aos aspectos de importância vital à paz e harmonia que o processo educativo exige.

A segurança de alunos foi a primeira preocupação com a denúncia pública de vários casos de agressão entre alunos o que segundo especialistas deixou sequelas de conduta e de sociabilidade nas crianças agredidas.

Mas é também a segurança de professores que esteve em causa com a crescente denúncia de professores que são agredidos por encarregados de educação e pelos próprios alunos. Foi recentemente mediática agressão de vários alunos à professora que confiscou, durante a aula, o telemóvel de uma aluna.

É sem dúvida a perda de autoridade do professor que proporciona a falta de respeito pela dignidade profissional de quem ensina.

Mas a culpa será dos professores que não se sabem dar ao respeito como antigamente? Não, são os regulamentos “progressistas”das escolas e acima de tudo são as políticas erradas do governo que subalterniza os professores dentro da população escolar.

A recente “guerra” que teimosamente o governo mantém com professores, tem também por objectivo desclassificar a autoridade do professor para que a escola se torne um espaço de aprendizagem pelo facilitismo, porque este é um objectivo de quem quer obstinadamente, construir um futuro de irresponsabilidade com índices de “sucesso” escolar elevados. É que para o actual governo a qualidade das políticas de educação medem-se por índices de abandono escolar e número de passagens e não pela efectiva qualidade de ensino/aprendizagem.

Mas os professores não cedem, e, recentemente juntaram-se mais de 120 mil numa manifestação em Lisboa para protestarem contra as políticas de Educação, particularmente no que diz respeito ao complexo e irracional modelo de avaliação de professores que é um emaranhado de burocracia que não avalia ninguém, antes pelo contrário, proporciona a possibilidade de jeito conveniente para que alguns possam preencher as desejadas quotas cor-de-rosa.

Mas com tanta contestação a Ministra acabou por ceder em vários pontos do modelo de avaliação o que demonstra que afinal, ao fim de mais de um ano, conclui, o governo, que os professores tinham razão- o modelo de avaliação tinha erros grosseiros. Com mais um pouco de esforço a Sr.ª Ministra poderia acabar por concluir que o seu modelo de avaliação não serve mesmo para nada, porque não avalia nem a escola nem os professores.

Os defensores da posição do governo, nesta matéria, têm tentado passar a ideia de que os professores estão mal habituados e que agora não querem ser avaliados o que é mentira! Os professores sempre foram avaliados e sempre entenderam que avaliação do desempenho é importante para melhorar a qualidade do ensino em Portugal.

Mas porque não opta o governo por um modelo de avaliação dos professores que implique um regime de autonomia e descentralização das escolas, a avaliação da própria escola, dos programas e dos manuais, que o professor construa o seu dossier de avaliação ao longo do ano e que quem avalia é o director pedagógico da escola. Em caso de discórdia o modelo de avaliação deverá ter um sistema arbitral próprio que não pode depender do ministério da educação.

A avaliação dos professores deve ter essencialmente em conta as competências dos professores para leccionar e para se relacionar com a escola bem como a capacidade para o desempenho de funções que lhe forem confiadas.

FERNANDO MORENO

 

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Cavaco começou a falar claro?

2009 Janeiro 7 · Comentários Desligados

cavaco41

 

Quando nos preparávamos para ouvir na mensagem do Ano Novo do Presidente da República, mais um discurso de circunstância, morno, asséptico, cheio de truques de retórica palaciana, talvez levemente abalado com uma ligeira ferida na asa, por causa do Estatuto dos Açores, não, ouvimos um discurso destemido, por vezes mesmo violento, sem “papas na língua”de um presidente que parece que finalmente começa a ficar farto da incompetência governamental.

Cavaco fala no seu discurso 5 vezes em crise, as mesmas 5 vezes que diz que é preciso falar verdade aos portugueses. Embora com peias de diplomacia inclui de forma bem perceptível a responsabilidade do actual governo pela crise que atravessamos, e que se agrava, desmontando a cabala da influência internacional na crise interna, e mostra-se preocupado com a incapacidade de Sócrates para resolver o problema durante os próximos tempos. Por isso, diplomaticamente, pede unidade nacional e muito trabalho para se encontrar soluções. É claro que se o governo fosse competente não precisava de fazer este apelo.

Ao repetir 5 vezes a necessidade de falar verdade aos portugueses, Cavaco queria simplesmente dizer que é preciso parar com a política de mentira, chegando mesmo a dizer que “as ilusões pagam-se caras” e mostra-se incomodado com a “venda de bens e das empresas nacionais aos estrangeiros” bem como o crescimento da dívida externa.

É claro que Cavaco já sabe que na melhore das hipóteses, Sócrates tem neste momento uma maioria relativa, agravada com contestação interna liderada por Manuel Alegre.

Para muitos analistas o discurso de Cavaco vem tarde e continua a ser demasiado “delicado” para a diplomacia, mas percebe-se que a crise não é só por culpa exógena pelo que Cavaco responsabiliza o Governo, mostra que tem estado atento aos sinais dos professores, da Função Pública, da falência dos serviços públicos de saúde, justiça e segurança social, ao encerramento de empresas, ao aumento de emigração e do desemprego, etc, etc,

Para aliviar a carga a Sócrates, Cavaco diz que podemos recuar 8 anos no início da crise da economia. È curioso ver quem estava no governo há 8 anos e quem por lá tem passado, mas muito particularmente é necessário que se diga que por golpe de Estado do anterior P.R. foi deposto um governo que tentava sem o sacrifício dos portugueses contrariar a crise iniciada pelo socialista Guterres.

Cavaco falou claro na sua Mensagem de Ano Novo, mas é preciso que venha a falar ainda mais claro e sem rodeios para que a democracia funcione.

FERNANDO MORENO

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Por que te calas Banco de Portugal?

2008 Novembro 12 · Comentários Desligados

 

banco-de-portugal-11 

No fim-de-semana passado o Conselho de Ministros decidiu nacionalizar o Banco Português de Negócios (BPN), por este, segundo o Governo, apresentar uma situação preocupante que, alegadamente, põe em causa as responsabilidades desta instituição bancária com os seus clientes.

É curioso que, repetidamente, José Sócrates, vinha dizendo aos portugueses que a crise não afectava os bancos nacionais e que estes estavam solidamente preparados para enfrentar a crise nacional e internacional.

Mais uma vez, o que nos parece é que Sócrates mentiu, e se não foi voluntária e conscientemente é porque acreditou em organismos, como o Banco de Portugal, que lhe mentiram. Ou será que Sócrates quando fala aos portugueses não consulta as entidades certas e se inspira numa retórica fácil de propaganda de regime, para manter os níveis de popularidade à custa do bluff?

Independentemente de considerarmos ou não a nacionalização do BPN uma solução acertada, é de sublinhar que é muito grave que o Primeiro-Ministro tenha verberado, supostamente com tanta leviandade, expressões de positivismo pacóvio que colocam, agora, os portugueses confrontados com mais uma mentira que descredibiliza a seriedade dos representantes do Estado, o que nos deixa mais intranquilos.

Mas esta responsabilidade é  também do Banco de Portugal. Não é verdade que essa entidade estava sempre tão atenta às contas dos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes, tornando-se na Instituição mais responsável pela desconfiança dos eleitores nesses governos, e agora relativamente a um assunto que lhe diz inteiramente respeito deixou andar até se chegar à necessidade da nacionalização? Onde tem estado o socialista Victor Constâncio, Governador do Banco de Portugal? Porque não foi agora tão prudente como no tempo dos governos anteriores e avisou atempadamente Sócrates e o país para o “perigo” que o BPN corria? É que ao que se consta este aviso de Constâncio teria sido muito importante porque o Governo tinha recentemente investido no BPN 500 milhões de euros, não se sabe ainda muito bem como, provenientes do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, como denunciou recentemente Maria José Nogueira Pinto.

Tudo isto está a gerar, nos meios mais atentos, uma enorme confusão de importante responsabilidade política e as explicações do ministro Vieira da Silva ou de José Sócrates não chegam.

A nacionalização do BPN implica a utilização de dinheiros dos contribuintes, para pagar as devidas indemnizações aos sócios do BPN pela nacionalização. Não é portanto uma operação financeira ligeira, que se possa considerar de gestão corrente do Estado. Os cidadãos têm que ser muito bem esclarecidos sobre a imputabilidade de responsabilidades na situação da instituição bancária e da bondade da decisão de nacionalizar o Banco, porque o Governo vai utilizar o dinheiro dos seus impostos que, ao que nos tem sido dito, não chega para as mais elementares responsabilidades do Estado.

Para já é também urgente saber porque decidiu o governo utilizar o dinheiro do Fundo da Segurança Social num “investimento” no BPN, quando Sócrates sempre se mostrou nauseado com tal recurso; saber porque foi feito esta operação financeira com um banco com notórias dificuldades; saber porque se calou o Banco de Portugal nas alegadas ilegalidades do BCP e se cala agora sobre a situação de eventual descalabro do BPN; saber porque o P.M. prefere fazer propaganda do computador Magalhães, que já se sabe que não é português, do que esclarecer os portugueses de todas estas trapalhadas.

FERNANDO MORENO

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Abram alas que aí vai o INEM. (Des)orientação de doentes

2008 Outubro 23 · Comentários Desligados

 

 

 

São amarelos, riscados de azul, com gritos horrorosos de sirenes e estonteantes roncos, esplendorosas cintilantes e psicadélicas luzes de tejadilho, frente e traseira, percorrem constantemente os caminhos dos concelhos pitorescos, dilacerando numa azafama incontida a tranquilidade e paz da pacatez provinciana. São as novas ambulâncias do INEM, vieram para nos socorrer, mas também, sem dúvida, para nos deixar constantemente de coração na mão, pelo acutilante aparato de que nos dão conta nos mais imprevisíveis momentos do nosso quotidiano.

Não vai há muito tempo que ouvir uma sirene significava o anúncio colectivo de uma situação muito grave, o que nos deixava a todos, que moram cá pela província, de pêlos de pé e a conjecturar sobre quem seria o infeliz a quem o infortúnio lhe bateu à porta. E as notícias não tardariam a chegar, embora que geralmente especuladas, mas significavam sempre desgraça, dor, destruição e muitas vezes mesmo morte.

Até há pouco tempo entregues quase exclusivamente a incorporações dos Bombeiros Voluntários locais e polícia, esta missão de socorrer e transportar doentes vítimas de situação aguda e súbita, foi sempre merecedora de grande respeito social, não só pelo aprumo e dedicação das suas tripulações, mas também pela nobre missão que este trabalho envolvia. Nunca se ouviu ninguém criticar a inutilidade de uma sirene, muito menos deste trabalho ou da orientação que o mesmo merecia por parte das chefias e comandos.

Subitamente, e numa nova lógica de assistência pré hospitalar, o Estado acrescenta meios estruturais que rompem com o passado e tornam o nosso ambiente típico e orgulhosamente provinciano, num quase cenário cinematográfica de um Wollywood to entertainment source for movies, também a fazer lembrar as mais hilariantes películas de perseguições policiais.

Não queremos cair no ridículo de menosprezar a evolução dos tempos e protestar contra o progresso a ele inerente, mas também temos o direito de reagir contra aquilo que achamos excessivo e supérfluo por ser desajustado da realidade e se confundir com exibicionismo, parada altaneira ou para nupcial.

O nosso respeito pelos que trabalham nestas missões é, como humanamente se impõe, muito grande e sabemos que é com elevada responsabilidade que se carrega num botão e se accionam as medidas de sinalização dos carros de socorro e transporte de doentes. O problema estará nos menos escrupulosos, nos maus profissionais e nas directrizes destas organizações que são sempre especulativas para criar o furor de uma eficácia de socorro elitista, tantas vezes aquém do desejado.

Não podemos esquecer que estas estruturas que vão desde ambulâncias ao cuidado de organizações como Bombeiros, Policia, etc até SIV´s VMER´s e helicópteros, são “comandadas” por um centro de orientação conhecido pelas siglas CODU. Ora aqui é que reside o descrédito gerado em torno da actuação de algumas acções.

Quando ligamos o 112 logo após a primeira identificação da ocorrência pelo telefonista, se esta for do foro da saúde, ela será conduzida para o tal CODU  a quem compete atender, avaliar e registar, no mais curto espaço de tempo, os pedidos de emergência. É este organismo do INEM que acciona o meio de socorro no terreno, que esteja disponível, e que fique mais apropriado à situação em causa, indicando-lhe, sumariamente, a casuística patológica que se pretende socorrer. Mas é também o CODU que indica à tripulação de socorro para onde devem encaminhar os doentes entretanto recolhidos naquela missão.

Parece, portanto, tudo isto muito bem organizado e eficiente. Mas…porque não nos convencemos? Não! Ainda não esquecemos o escândalo nacional que envolveu o referido CODU no caso infeliz de Castedo Alijó, não fosse tratar-se da morte de um cidadão, ter-nos-íamos rido à gargalhada de tanta inépcia. Mas também é com espanto que vemos esse aparatoso socorro em total desproporção com a ocorrência, que às vezes é uma ligeira picada de um prego, ou simplesmente por um pedido de transporte de um doente cuja patologia se manifestou há semanas atrás. Eu sei que há sempre a justificação de dizer que o atendimento tem de ser rápido seja o que for para se estar disponível para uma ocorrência pior. Mas isso nunca justificará o pavoneamento ridículo que às vezes (vezes de mais) assistimos.

Nesta descrição, do que achamos desproporcionado e errado, temos ainda, penosamente que lamentar, que estes meios de socorro conduzam, com o aparato anteriormente descrito, na maioria dos casos, na mais irracional utilização de meios, os doentes para serviços de urgência, a mais de 100 kms, no caso do Alto Minho, quando podiam ser atendidos bem perto, nos ainda SAPs dos centros de saúde , que ainda vão funcionando 24horas

Alguém é peremptório em afirmar que tal orientação se deve à necessidade de reduzir drasticamente o número de atendimentos de urgências nos SAPs para que estes possam ser desactivados sem protestos das populações…ou seja, mais uma repercussão inerente à assinatura dos tais Protocolos que algumas autarquias fizeram com o Ministério da Saúde.

Desculpem a malvadez da minha pergunta: Será que as sirenes nas ruas dão mais votos que o atendimento sereno de proximidade e eficaz dos SAPs?

Outubro 2008

FERNANDO MORENO

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Excluir emigrantes, somar empregos

2008 Outubro 23 · Comentários Desligados

 

 

O partido do Governo, decidiu impedir os nossos emigrantes de votarem por correspondência nos actos eleitorais portugueses, passando a ser exigido que, para cumprirem esse dever cívico, têm que se deslocar aos Consulados ou Embaixadas, se as houver, ou mesmo virem a Portugal.

Esta decisão socialista da Assembleia da República, que só foi acompanhada pelo PC, é mais uma machadada sobre esta imensa comunidade de cerca de 5 milhões de portugueses, a quem o Estado não conseguiu dar o mínimo de condições para que não tivessem que morrer à fome ou partir para terras estrangeiras.

Aliás esta má relação dos socialistas de Sócrates com os emigrantes já se vem manifestando desde o princípio do seu mandato. Todos temos presente a decisão deste governo de agravar os custos dos portes do correio para os jornais regionais que iam para o estrangeiro, para que os emigrantes ficassem privados de receber as notícias da sua terra, que normalmente nunca abonam a favor do actual Governo. Também ainda temos todos presente a decisão de Sócrates de mandar encerrar Consulados e Embaixadas para que os emigrantes se afastassem cada vez mais do nosso país.

Há quem diga que tudo isto se deve à fraquíssima pontuação eleitoral que as sondagens dão ao PS junto dos emigrantes, o que, aliás, se pode comprovar pelo desaire eleitoral que o mesmo PS tem sofrido na emigração nas eleições anteriores.

Mas se Sócrates não gosta de emigrantes e impede-os de maior proximidade imaterial à Pátria mãe, para outras coisas o P.M. conta com eles e até usa e abusa dos emigrantes.

Não é que alguém descobriu que Sócrates para cumprir a tal promessa dos 150 mil novos empregos durante o seu mandato, está a contar, já, com cerca de 30% de novos empregos arranjados no estrangeiro pelos novos emigrantes? De facto esses empregos só se devem a Sócrates, porque tem sido durante o seu mandato que mais se tem degradado as condições de vida dos cidadãos, tendo estes que emigrar!

Só na Galiza já estão 51 mil trabalhadores, sendo que tiveram que procurar lá trabalho e lá ficaram, só em 2008, mais de 11 mil portugueses.

Recorde-se, mais uma vez, para os mais distraídos, que este êxodo, esta vergonha nacional, só atingiu estas metas no tempo de Salazar o que torna esta ocorrência mais uma lamentável coincidência do salazarismo com o socratismo.

Mas podemos ainda somar a este número vergonhoso mais 65.000 que já foram para Angola, considerada uma terra do terceiro mundo, à procura de um país melhor que Portugal!

Está claro que o governo e o partido que o apoia sabem que todos estes milhares de emigrantes que se juntam aos milhões já existentes, nunca votarão neste P.M. que, no nosso entender, tão mal os tem tratado. Por isso o seu voto é indesejado ao PS, logo, há que impedir que o mesmo possa ser facilmente feito por correspondência.

Em conclusão diremos que ninguém esperaria que a tal promessa de Sócrates de dar 150 mil empregos passasse pela necessidade dramática do recurso à emigração e que nestas circunstâncias o mesmo governo lhes haveria de retirar regalias para que não pudessem manifestar nessa grande arma da democracia que é o voto, a revolta que sentem por serem tratados como portugueses de segunda.

Tal como já vem sendo vaticinado, o actual governo de José Sócrates, ficará na história nacional como o principal responsável por um dos maiores êxodos de sempre de população portuguesa para o estrangeiro e também pela maior subtracção de direitos de cidadania aos emigrantes!

Outubro 2008

FERNANDO MORENO

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Computadores e cheques para a Educação

2008 Outubro 23 · Comentários Desligados

 

 

Começou o novo ano escolar. O rescaldo da desgraça do ano anterior ainda não foi resolvido. Não se esquece com facilidade a posição firme e praticamente unânime que os professores tomaram contra as políticas de Educação do governo socialista, bem como de reprovação que muitas associações de pais manifestaram contra o descalabro do desinvestimento do governo na Educação.

Segundo alguns analistas a ministra da tutela não foi exonerada, aquando das manifestações dos professores, durante o final do último ano lectivo, porque isso, depois da demissão do então ministro da Saúde, numa nítida cedência à vontade popular manifestada por todo o país, significaria uma fragilidade governamental ao que se seguiria, muito possivelmente, a queda de todo o governo.

Sócrates sabia que ceder mais às reclamações da população seria perder as rédeas ao poder o que era um risco para a sustentabilidade política do seu governo, que já tinha esgotado o “estado de graça”.

É agora necessário assegurar que a decisão de manter a ministra e as mesmas políticas para o sector, foi uma aposta acertada pois se assim não fosse correr-se-ia o risco de a tumultuosa insatisfação de professores voltar para a rua.

Ao que tudo leva a crer foram, então, estudadas várias intervenções no sentido de anular a iniciativa de revolta e insatisfação da população.

A primeira iniciativa mediática, e considerado por muitos opositores ao regime, de baixo nível pelo estilo “propagandístico, indecente e terceiro mundista”, foi a distribuição de computadores aos alunos que em 2009 têm capacidade eleitoral. Depois seguiu-se mais uma tranche de distribuição de computadores e internet a outros alunos. E como tudo isto, ao que dizem, fez subir as sondagens do partido do governo e porque os pais também votam, “inventou-se” o “Magalhães”, um computador que seria supostamente português para distribuir por todas as crianças do primeiro ciclo.

O presidente da Venezuela, amigo intimo do nosso Primeiro-mininstro, “sensibilizado” com a invenção do camarada Sócrates,  porque o populismo socialista está em franca fase de expansão também no seu país, encomendou logo uns milhões de “Magalhães” para deliciar as criancinhas da Venezuela, reforçando assim, no mesmo estilo português, a politica democrática e das amplas liberdades que vimos assistindo nos últimos tempos em ambos os países.

Mas Sócrates terá achado que os computadores ainda não eram coisa suficiente para debelar a péssima imagem que o último ano lectivo deixou nos portugueses, e criou o “Dia do Diploma”. Ou seja um dia em que todos os ministros, numa acção de mobilização governamental nunca vista, saíram para as escolas a entregar diplomas de mérito e cheques de 500 euros aos melhores alunos. As televisões cumpriram o dever de informar levando aos portugueses os mais “eloquentes” discursos sobre a efeméride num total disparate de jornalismo que cedeu, mais uma vez, a escabrosas manobras de propaganda.

Porque internamente era necessário mobilizar vontades, também as “Novas Fronteiras”, fórum socialista de elite, se dedicaram a ovacionar em rasgados elogios a coragem e competência da ministra da Educação, que cá fora todos contestam

Mas porque a desilusão sobre as políticas de educação do governo estão perigosamente na memória dos portugueses, ainda foi necessário recorrer do presidente da república para que este também entrasse na propaganda e saísse para a rua a perguntar às pessoas se não gostam das escolas novas que o governo tem mandado construir nos últimos anos, bem como chamar a atenção dos autarcas para a assunção de responsabilidade na gestão escolar.

Se o governo não fosse socialista haveria ainda uma raiva incontida de protestos ruidosos contra a inépcia e falta de coerência da ministra e não haveria nenhum presidente da república que se prestasse a este papel de, a propósito de elevar a auto-estima nacional, branquear aquilo que de pior o país tem.

Sócrates e seu governo deveriam estar mais preocupados com a Acção Social do Estado na escola e proporcionar de forma inquestionável o que está constitucionalmente consagrado, que é o ensino obrigatório e gratuito até ao 9 ano. Por isso em vez de oferecer computadores deveria previamente oferecer todos os manuais escolares durante a escolaridade obrigatória, porque os seus custos são incomportáveis para muitas famílias portuguesas. Em vez de distribuir cheques deveria arranjar professores suficientes para o desempenho pedagógico junto de crianças com dificuldades acrescidas, que este mesmo governo, tão obstinadamente subtraiu.

O Sr. Presidente da república em vez de se preocupar com a opinião dos portugueses sobre as escolas novas, cujo discurso opinativo é óbvio, deveria preocupar-se com a opinião dos portugueses sobre a desertificação do parque escolar e a manutenção de escolas que têm tetos a cair na cabeça dos alunos e professores, e em vez de exigir aos autarcas mais atenção na gestão escolar dos seus municípios, deveria exigir do governo mais responsabilidade sobre as politicas de Educação, bem como mandar congelar o aumento das propinas e até mesmo torna-las de acesso a todas as famílias. E também exigir do governo o apoio necessário para que as famílias possam escolher livremente as escolas para os seus filhos, para que os melhores estabelecimentos não sejam de acesso exclusivo para os mais ricos.

Era bom que em matéria de Educação nos poupassem a tanto show e nos dessem mais obra, mais justiça e mais equidade.

Setembro 2008

FERNANDO MORENO

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